Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

boomerang em forma de cap´s

26.02.12

 

 

 

As políticas para o sistema escolar dos últimos governos do PS foram, para além de desastrosas, impreparadas. Contudo, pode reconhecer-se que o "fio condutor" misturou o accountability na versão ultraliberal com uma espécie de populismo esquerdista e centralizador. Os professores lá conseguiram, com muito custo e doses acentuadas de incompreensão na opinião publicada, atenuar os efeitos devastadores dos professores titulares, da avaliação do desempenho, do estatuto do aluno, da gestão escolar e por aí fora. Vai, naturalmente, vencendo a força da razão.

 

Muitos se intrigam com a calendarização das políticas. Foi o PS quem, em 1998, instituiu um novo modelo de gestão escolar. Mesmo depois de 2005, vários governantes afirmaram um balanço positivo.

 

Apesar de tudo, teria sido natural que o "projecto" de Sócrates & Rodrigues tivesse começado por aí. Há fortes indícios de que a decisão só aconteceu mais tarde, em 2009, por força de "negociações" com o Conselho de Escolas, que se mostrou ávido dum novo modelo e que recebeu, em plena crise financeira e em período de campanha eleitoral, um aumento substancial dos suplementos remuneratórios. As poucas escolas que resistiram foram contempladas com uma "ocupação" perpetrada por Comissões Administrativas Provisórias.

 

Aberta a caixa de Pandora, ninguém se deve surpreender com a terraplenagem desrespeitadora que se vai exercer sobre os mandatos dos órgãos das escolas. De acordo com a proposta do governo, as escolas portuguesas vão entrar brevemente num regime generalizado de Comissões Administrativas Provisórias acordado com as concelhias, ou distritais, partidárias.

 

difícil de explicar?

26.02.12

 

 

 

 

Paul Krugman, o economista contra a política de austeridade, estará por cá amanhã para ser homenageado por três universidades e tem dado entrevistas sobre Portugal. Considera-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda", porque Portugal "não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários. Houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê".

 

Tenho ideia que se o economista, prémio Nobel em 2008, mergulhar nos casos BPN, BPP e afins ficará esclarecido. O estilo de corrupção começou nos Estados Unidos da América e Paul Krugman deverá conhecer bem os detalhes.