Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

amanhã, às 20h00

23.02.12

 

 

As escolas portuguesas têm sido alvo de uma lapidação semelhante à dos centros hospitalares. O argumento das nefastas parcerias público-privado tem os mesmos contornos e nas Caldas da Rainha também. Lamento a indiferença das populações em relação ao processo no sistema escolar. Não o escrevo com mágoa. Sublinho-o para significar aos profissionais de saúde o importante e merecido apoio que se vai registando e para que não se iludam com os apoios de circunstância. Amanhã, às 20h00, lá estarei a abraçar o centro hospitalar das Caldas da Rainha. É uma causa justa.

 

 

à quinta

23.02.12

 

 

 

 

 

Ouvi, e vi, o médico Sobrinho Simões na pele de senador da República. Mostrou-se favorável à prestação de contas das direcções escolares em relação às comunidades educativas através da avaliação dos directores pelo conselhos gerais. O seu discurso estava num tal nível bem-pensante e irrefutável que levou a entrevistadora ao recurso inevitável: as corporações, como no passado recente, é que complicam.

 

Mas eis que tiveram uma espécie de rebate de consciência: é preciso que os modelos sejam aplicáveis, disseram quase em uníssono. Sobrinho Simões mudou de tom e começou a explicar a impossibilidade de medir o acto médico e a inexequibilidade e a brutal injustiça do modelo de avaliação em curso. Foi pena que o tempo mediático o interrompesse.

 

Não sei o que se passa nos conselhos gerais das universidades, dos hospitais ou da EDP. Sei que nas escolas dos ensinos básico e secundário a avaliação dos directores começou por ficar a cargo dos directores regionais. Uma coisa insana, como se previa. Pontuar anualmente centenas de gestores escolares é uma tarefa para inumanos. Caiu sem apelo.

 

O que agora se achou é de outra dimensão. Os conselhos gerais das escolas têm cerca de 50% (menos um bocado) de membros com vínculo à instituição (docentes e não docentes) que serão avaliados pelo director e que depois o avaliam. Vai ser bonito e bem lusitano. Os restantes membros são desvinculados, podem abandonar o cargo quando bem lhes apetecer, não têm de evidenciar formação especializada, não prestam contas, mas avaliam. É a tal dimensão, desta vez potenciada à quinta e talvez inspirada no sempre presente Quinto Império.

agregações

23.02.12

 

 

 

A prosápia com que se enunciam "novos" vocábulos é, muitas vezes, risível. Aprecio a evolução linguística, mas vejo o ridículo na presunção à volta da descoberta de uma palavra que nada acrescenta ao que existe. É o que se passa com a involução semântica na passagem de agrupamentos para agregações de escolas; na maioria dos casos, nem passam de amontoados. É uma insanidade usar o mesmo modelo organizacional numa escola não agrupada e, por exemplo, num agrupamento de vinte estabelecimentos de ensino com as mais diversas tipologias.

 

Aparece-me várias vezes na superfície da memória a frase de Gonçalo M. Tavares: "A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".

professores com salários em atraso

23.02.12

 

 

 

A notícia diz-nos que umas questões burocráticas estiveram no centro do problema e que o financiamento estava, há muito, no município. Por mais descupas que se encontrem, é inaceitável que as pessoas não recebam desde Setembro por causa dumas papaledas por preencher.

 

Professores sem receberem desde Setembro

 

HÁ 35 professores com salários em atraso no concelho de Alcobaça. Os docentes foram contratados em Setembro para dar aulas de Inglês no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), mas alguns nunca chegaram a receber qualquer pagamento.