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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

2 + 2 = 5

13.02.12

 

 

 

Por insignificante que seja, uma alteração pode revelar tendências. É o que devemos retirar de um detalhe da proposta governativa de gestão escolar.

 

O princípio da eleição dos coordenadores de departamento, e mesmo das outras chefias intermédias, é um passo demonstrativo do que acabei de afirmar. Temos de ter esperança que, um dia, outras se seguirão. É a democracia que faz avançar as organizações e a sensatez, em regra, impõe-se.

 

É evidente que a epifania da eleição apenas se efectuar para três pessoas indicadas pela direcção tem substância risível que revela a tortuosidade que nos levou para a bancarrota.

 

Muito do eduquês, do justicês, do economês e por aí fora são ramificações dessa família. O medo, a desconfiança, a insegurança e o oportunismo constroem soluções dessa índole; juntas, conseguem registos incompetentes, atávicos e de má despesa.

 

Também não me surpreendeu uma contraproposta, com grau de parentesco com a do governo, do tipo "consensual": o departamento indica dois e a direcção outros dois. É a tortuosidade referida de novo em acção. A democratite, a democracia em forma de farsa, a ligar o complicómetro-despesista. Repare-se: o departamento elege dois, a que se somam mais dois para nova eleição. É. Na nossa democracia, o produto de dois mais dois também dá cinco; e vezes demais.

naturalmente

13.02.12

 

 

Portugueses estão tão desiludidos com Passos como estavam com Sócrates antes das eleições

 

 

Naturalmente e em alguns casos será irrecuperável. É evidente que no caso da Educação, que conheço melhor, havia muitas pessoas que queriam, antes de mais, a derrota de Sócrates. Isso aconteceu e nunca se vão arrepender.

 

Era natural que quem chefiasse o PSD nas últimas legislativas tivesse fortes hipóteses de ser primeiro-ministro. O que não se esperava, e mais uma vez na Educação, é que P. Coelho tivesse cavalgado a justa onda de contestação para fazer, depois de eleito, o contrário do que afirmou. É imperdoável. É nesse sentido que considero uma espécie de oportunidade perdida, por muitos esforços que agora se façam na recuperação do poder democrático da escola. Era bom que o actual PS aprendesse qualquer coisa, percebesse a necessidade de se libertar do nefasto legado de Sócrates e que dissesse ao que vem sobre a proposta do governo de alteração da gestão escolar.

o nosso declínio veste prada

13.02.12

 

 

 

"O nosso declínio veste prada" é o título deste interessante editorial do Jornal de Negócios que termina assim: "(...)O investimento estrangeiro, chinês e angolano é bem-vindo desde que cumpra as regras de dignidadade humana e social pelas quais lutámos neste continente em declínio. Não, não é um problema de aristocracia, é um problema de democracia. Quando não há democracia, só sobra a ética."

 

Quem diria que em 2012 se escreveria um editorial com este conteúdo.