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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o gerente

07.02.12

 

 

 

É enjoativo o discurso carnavalesco dos dirigentes da maioria que governa. O conteúdo tem tanto de esperado como de escusado. A primeira década do milénio foi sempre assim: portugueses rotulados como uma espécie de parasitas pelos seus governantes. Quem não vive por cá não acredita em semelhante acontecimento, por mais sentido de humor que reúna o narrador. Às tantas, os lusitanos têm escolhido para os conduzir um friso de vaidosos sem remédio; e, como o espelho é sempre o melhor conselheiro, os eleitos vêem-se muito, gostam da figura e relatam-na.

 

Este post, com declarações de um anterior presidente do PSD, é uma boa caricatura. O senhor protesta porque os cidadãos querem a terça-feira de carnaval para lazer sem equacionarem a participação nos festejos. Querem ver que já são influências chinesas?

 

Depois há o nacional-faz-de-conta. O que importa é fingir que se está a produzir e são inúmeros os locais onde as chefias parecem atordoadas por não saberem o que fazer. O desnorte explica uma boa parte da bancarrota.

 

O actual primeiro-ministro recorda-me um "gerente". Está ali para gerir de acordo com os ditames e sem pensar muito. Se se der o caso de surpreender positivamente os "patrões", indo além das receitas mais temerosas, espera-se um mútuo esfregar de mãos e uma aflita interrogação: até quando?

Transporte não público

07.02.12

 

 

 

Qual é a carruagem do nosso tempo? As sociedades da aprendizagem criaram uma atmosfera semântica bem-pensante e atractiva, mas de tal modo vaga, imprecisa e não concreta, que se tornou um obstáculo pedagógico ao escolar do nosso tempo.

 

Há autores que se socorreram do conceito de governamentalidade de Michael Foucault, em que categorias como sociedade de aprendizagem, sociedade do conhecimento e aprendizagem ao longo da vida foram, e são, referências de uma estratégia politica. Essas categorias originaram formas de governo condutoras dos sujeitos em função das suas habilidades, destrezas e competências, construíram um discurso global, politicamente correcto e aparentemente natural e ingénuo, que gerou no sujeito um estado permanente de ansiedade formativa.

 

"Foi directo à subjectividade da pessoa, não através do corpo mas por meio da mente, por intermédio de formas, de práticas educativas e pedagógicas que, possibilitando escolhas educativas, moldam a subjectividade das escolhas autónomas". 

 

Tradução e adaptação de uma frase de Marshall 2005.  

 

(Já usei este texto noutros posts)

Obrigatórias

07.02.12

 

 

 

 

A publicação – The Principles of Scientific Management – de Frederick Taylor (1911) é de leitura obrigatória para quem queira conhecer os antecedentes teóricos que sustentaram as organizações empresariais. As conhecidas ideias tayloristas podem resumir-se na defesa de uma organização em que uns poucos pensam para que muitos executem e perdurou como um pensamento dominante durante as décadas que se seguiram.

para isso

07.02.12

 

 

“Para isso é preciso partir da experiência, não daquela que se confunde com o precipitado do “real” na memória dos indivíduos, mas da experiência que está cristalizada no estado de coisas existentes.”

 


 

Miranda, J. (1997:32).

Política e modernidade. Linguagem e violência na cultura contemporânea.

Lisboa: Edições Colibri