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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

homens quânticos

06.02.12

 

 

 

 

Tenho a sensação que Cavaco Silva e Passos Coelho têm um qualquer culto por homens providenciais e que preparam meticulosamente as intervenções em funções. O problema é quando o ponto está longe e o inopinado é exigido. Os respectivos spins devem exibir mestria no conceito rotativo que lhes ofereceu a designação. "Cabeça à roda" deve ser mesmo a primeira escolha quando lhes sugerem uma ideia para um filme de terror.

 

Cavaco Silva disse na Finlândia que Portugal é um país para investimentos sofisticados e Passos Coelho afirmou que não estamos em tempo para falar de tradições. O primeiro está a fazer pontes com o país da Nokia e o segundo pede um delete ao passado depois de o ter feito ao futuro. São dois homens quânticos e tenho ideia que merecíamos melhor, apesar de existir quem entenda que cada povo recebe apenas o que lhe compete.

O eléctrico, o jazz e a burocracia

06.02.12

 

 

 

 

 

A aceleração do tempo e o excesso de presente absolutizam o desespero com a "ausência" do futuro. São interessantes os exemplos que Daniel Innerarity (1) utiliza para de alguma forma sossegar o devir histórico.

 

O desassossego com a estonteante velocidade na estreia do eléctrico, a passagem do ritmo frenético do primeiro jazz para a audição actual que se sujeita ao julgamento de "fora de tempo" e de brandura e o resultado não previsto por Max Weber quando destinou à burocracia um registo de velocidade e de simplificação, são boas analogias para pensar e relativizar.

 

Resta-nos sempre um regresso aos clássicos e, neste caso, a Tennessee Williams e ao seu "Um eléctrico chamado desejo". O único segredo para a eternidade poderá ser a aventura de viver cada um dos dias.

 

(1) Daniel Innerarity (2011).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.

  


Custe o que custar

06.02.12

 

 

A vertigem do poder embriaga e por isso alguém disse que o carácter revela-se quando se recebe um soberano privilégio: é mesmo um momento examinador, onde os mais raros de espírito exibem prepotência com os fracos e bajulação com os que estão acima.

 

Passos Coelho excedeu-se e revelou um mau sinal, quando afirmou que os portugueses vão sofrer, custe o que custar, a dura austeridade. Pelo que vou percebendo, o carnaval começou muito mais cedo com o desrespeito que se vai generalizando à exigência do presidente do PSD.