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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

das três uma

03.02.12

 

 

 

Não são as profissões que fazem as pessoas e, a exemplo da generalidade das actividades, também no ensino a excelência não é totalidade e ainda bem. Os humanos são o que são e a vida é um bem precioso e imperfeito.

 

Se houve despesa a mais no sistema escolar, deveu-se à massa salarial e não ao orçamento das escolas. Os professores geriram as escolas durante a massificação democrática com autênticos milagres financeiros; como profissionais, não têm culpa do estado de desvario para onde foram empurradas as contas do país.

 

Quem contrariou o que apresentei porque a "culpa" era dos docentes, construiu, nos últimos anos, políticas que destruíram o sistema escolar; está comprovado. Tiveram o apoio do arco governativo e resultou em perda de confiança nos professores. Sempre que se mediatiza um caso de agressão a um professor, os autores das nefastas políticas fogem do essencial e refugiam-se em panaceias. Hoje conhecemos que os especialistas-instantêneos do PSD e do CDS querem dar poderes "policiais" aos professores.

 

Recuperar a confiança nos professores passa por eliminar os diplomas que os fragilizaram numa sociedade onde ainda impera um "caciquismo" que nos atemoriza quando pensamos em avançar para uma organização administrativa do país com decência e modernidade. A nossa sociedade tem as suas características e desconhecê-las é fatal.

 

O modelo de gestão escolar retirou, objectivamente, poder aos professores e criou um clima propício à desconfiança. Só quem não está no terreno é que desconhece os efeitos devastadores quando a coisa é "levada a sério". A má burocracia pedagógica inutilizou a palavra dos professores, a avaliação do desempenho colocou "na rua" a sua dignidade profissional e o estatuto do aluno instituiu o conceito de igualdade, em detrimento do de alteridade, na relação pedagógica; há mais de 50 anos que se avisa que essa alteração é perigosíssima para a democracia.

 

E podíamos elencar uma série de argumentos semelhantes. Dá ideia que das três uma: desconhecem mesmo o que fazer, concordam com o desastre que aconteceu ou esperam pela próxima campanha eleitoral.

dos sábios

03.02.12
O emprego para toda a vida é monótono e já não existe. Há pelo menos três décadas que pessoas bem instaladas desenvolvem esta epifania Friedmaniana, que só é humana com estados sociais ricosÉ um discurso assinado pelos que vão trocando de lugares, por influência no ambiente dos empregos mais endinheirados, e que já ganharam o suficiente. Esta imposição aos outros de um modo de vida tem um objectivo primeiro: precariedade, ausência de carreiras e eliminação da classe média. Os resultados também se vão acentuando: excessiva mobilidade, abandono das pessoas da terceira idade e quebras da natalidade. Sabemos que a globalização é incerta e que isso se reflecte no mercado de trabalho. Deveria exigir, portanto, as políticas possíveis de estabilidade e não o contrário.
Desta vez foi um não sufragado de forma directa e universal a chocar a Itália. Mário Monti é mais um impositor de estilos de vida.

estranho, no mínimo

03.02.12

 

 

O arco governativo português passa a vida a defender a meritocracia e a execer o seu contrário. O inenarrável António Borges vai supervisionar as privatizações e o facto é semelhante à nomeação de Lurdes Rodrigues para a FLAD depois da desastrosa passagem pelo ME.

António Borges vai liderar equipa que supervisiona as privatizações