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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

ajudar o paulo ambrósio

29.02.12

 

 

Recebi um email que divulgo com aquele abraço de solidariedade:

 

Colegas:

Renovava o apelo a candidatos a dadores de medula, com o meu muito obrigado antecipado aos colegas, amigos e familiares que têm desencadearam cadeias de mails e, claro, à blogosfera docente sempre atenta e solidária:

IPO, 26/02/2012
Abraço na luta!

Paulo Ambrósio

antes de krugman

29.02.12

 

 

 

 

Paul Krugman disse que a culpa é dos economistas e "ponto final".

 

Encontrei, na apresentação do livro "Nova teoria do mal", o seguinte:

 

"Como não sou político, nem vocação para tal tenho, não escrevi sobre o Estado e a política, mas sobre o fundamento filosófico que confere prazer interior à acção pela qual um homem, situado em centro de poder, humilha outro, extorquido-lhe direitos - o mal."

 

"Hoje, sempre que vos apareça no ecrã de televisão um economista com funções governamentais - não duvideis: eis a face explícita do mal, aquele que levou a Europa à decadência e se prepara para, alegremente, destruir o planeta."

 

O livro referido não é de Paul Krugman. O seu autor é o professor de filosofia Miguel Real e a publicação é anterior à última vinda do prémio nobel a terras do quinto império.

 

da blogosfera - blog dear lindo

29.02.12

 

 

O Arlindo Ferreira tem razão. Quem resolveu ignorar a graduação profissional na contratação de professores por oferta de escola e alegou preferir a continuidade pedagógica ou outra coisa do género, terá de prestar contas à Inspecção-Geral da Educação. Invocar o desconhecimento da lei não deve voltar a servir de atenuante.

 

Não é caso único

teip´s, vícios e cogumelos

28.02.12

 

 

 

 

 

É. O título parece não ter nexo. Só que que às vezes as aparências confirmam a tal excepção. O sistema escolar tem algumas escolas, ou agrupamentos, TEIP (território educativo de intervenção prioritária), que, naturalmente, necessitam de mais financiamento e que podem adoptar uma qualidade conhecida dos cogumelos. E podemos encontar uma relação entre as TEIP, os vícios despesistas e os Champignon de Paris.

 

As TEIP são estruturas escolares que devem consumir mais recursos financeiros para darem resposta a populações desfavorecidas. É uma obrigação do estado social dos países desiguais do sul da Europa que deve ser definida com indicadores rigorosos, mais ainda em período de forte contenção financeira. Por norma, são estabelecimentos de ensino sobrelotados e com grupos étnicos ghetizados.

 

A proposta do governo que prevê a generalização dos mega-agrupamentos de escolas liberta dessa decisão as escolas TEIP. Dizem-me que há uma corrida desenfreada, imitando os tais Champignon de Paris, à classificação pelos motivos mais oportunistas e à procura da sobrevivência nos diversos lugarzinhos. Será que os nossos vícios despesistas não têm emenda?

redundância

28.02.12

 

 

 

A redundância afirma-se nos sistemas de informação e de comunicação social como uma inerência incontornável. Para além disso, satisfaz desejos individuais e de grupo e estratégias políticas e comunicacionais.

 

A existência do fenómeno nos sistemas de informação das organizações é um sinal de impreparação dos responsáveis e parece escapar a muitos domínios das inteligências.

descomplexados competitivos

28.02.12

 

 

A classificação que José Pacheco Pereira usou foi certeira. Os descomplexados competitivos que nos desgovernam há anos têm, na actualidade, uma versão que se afirma para além da troika. Pudera. Com a austeridade em curso acrescentada do não pagamento de subsídios em 2012 até parecia fácil a gabarolice ideológica e a chico-espertice. Só que as receitas não os ajudam e os gurus também não.

 

Krugman: a crise na Europa e no mundo deve-se ao fracasso dos economistas

encruzilhada

27.02.12

 

 

 

 

Um encarregado de Educação tranquiliza-se se as aulas do seu educando correrem bem e se os resultados escolares corresponderem às melhores expectativas. Contudo, já não devia ser tão linear que um cidadão acreditasse que os problemas educacionais se resolvem dentro das salas de aula. Essas crenças acentuam a desigualdade de oportunidades e é grave se se construírem as políticas educativas com base nesse pressuposto.

 

Sem salas de aula não há ensino e a Educação agradece o que aí acontece. Mas era bom que nos convencêssemos que o sucesso educativo recebe o contributo maior (em regra mais de 50%) pelo que se passa na sociedade ou na família, ficando a segunda fatia da hierarquia (uns 30%) para a organização das escolas nas variáveis que estão fora das salas de aula e que, naturalmente, não são tão visíveis para os encarregados de Educação.

 

É comum, nos países mais desiguais socialmente, projectar nas escolas a má consciência pelos maus resultados políticos. O desespero reveste-se de uma capa em forma de reformas compulsivas que apontam o dedo às salas de aula e aos professores, retirando-lhes o poder de decisão e conferindo a uma imaginada comunidade educativa a capacidade de influenciar fortemente a organização escolar. Em regra, a generalização apressada desses conceitos tem resultados desastrosos que são apreendidos rapidamente pelas atentas crianças.

 

É também disto que se fala quando se conclui que a nossa sociedade não respeita os professores e que os índices educacionais das crianças começam a descer para níveis tão preocupantes como as taxas de natalidade ou o desemprego dos jovens adultos; seus familiares, digamos assim.

um país à deriva?

27.02.12

 

 

Nem queria acreditar. É reconhecida a nossa dificuldade em educar as crianças e só nos podemos envergonhar por existr uma empresa que promove cursos para que os professores aprendam técnicas defensivas contra as agressões fisicas e verbais dos alunos. Temos de devolver o poder democrático à escola com toda a profundidade que o conceito implica. O que é ainda preciso acontecer para que se perceba o estado de sítio do nosso sistema escolar? Os descomplexados competitivos dirão que são sinais dos novos tempos e que nos devemos habituar sem pieguices.

 

Empresa ensina professores a defenderem-se dos ataques físicos e verbais dos alunos

boomerang em forma de cap´s

26.02.12

 

 

 

As políticas para o sistema escolar dos últimos governos do PS foram, para além de desastrosas, impreparadas. Contudo, pode reconhecer-se que o "fio condutor" misturou o accountability na versão ultraliberal com uma espécie de populismo esquerdista e centralizador. Os professores lá conseguiram, com muito custo e doses acentuadas de incompreensão na opinião publicada, atenuar os efeitos devastadores dos professores titulares, da avaliação do desempenho, do estatuto do aluno, da gestão escolar e por aí fora. Vai, naturalmente, vencendo a força da razão.

 

Muitos se intrigam com a calendarização das políticas. Foi o PS quem, em 1998, instituiu um novo modelo de gestão escolar. Mesmo depois de 2005, vários governantes afirmaram um balanço positivo.

 

Apesar de tudo, teria sido natural que o "projecto" de Sócrates & Rodrigues tivesse começado por aí. Há fortes indícios de que a decisão só aconteceu mais tarde, em 2009, por força de "negociações" com o Conselho de Escolas, que se mostrou ávido dum novo modelo e que recebeu, em plena crise financeira e em período de campanha eleitoral, um aumento substancial dos suplementos remuneratórios. As poucas escolas que resistiram foram contempladas com uma "ocupação" perpetrada por Comissões Administrativas Provisórias.

 

Aberta a caixa de Pandora, ninguém se deve surpreender com a terraplenagem desrespeitadora que se vai exercer sobre os mandatos dos órgãos das escolas. De acordo com a proposta do governo, as escolas portuguesas vão entrar brevemente num regime generalizado de Comissões Administrativas Provisórias acordado com as concelhias, ou distritais, partidárias.

 

difícil de explicar?

26.02.12

 

 

 

 

Paul Krugman, o economista contra a política de austeridade, estará por cá amanhã para ser homenageado por três universidades e tem dado entrevistas sobre Portugal. Considera-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda", porque Portugal "não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários. Houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê".

 

Tenho ideia que se o economista, prémio Nobel em 2008, mergulhar nos casos BPN, BPP e afins ficará esclarecido. O estilo de corrupção começou nos Estados Unidos da América e Paul Krugman deverá conhecer bem os detalhes.

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