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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

blogs 2011 - resultados

29.01.12

 

 

 

Correntes foi nomeado para o concurso dos blogs do ano de 2011 na categoria de Educação. Agradeço aos editores do blog Aventar. Imagino o trabalho que esta interessante iniciativa deve ter dado.

 

Conheceram-se hoje os resultados. Percebi o entusiasmo. Agradeço o apoio de todos os leitores, com destaque para a minha filha Filipa. A família e os amigos desdobraram-se em esforços. Sou, confesso, um tipo cheio de sorte porque estou rodeado de mulheres excepcionais.

 

O Correntes ficou em primeiro lugar como se pode ver aqui e na tabela que colo de seguida. Foi interessante concorrer com blogues de tanta e reconhecida qualidade e ter a oportunidade de alargar conhecimentos blogosfériscos e nas redes sociais.

 

 

 

 

 

um dia depois

29.01.12

 

 

 

 

 

 

Quando vi a primeira página do Expresso, convenci-me que o presidente Cavaco Silva deve pôr em rotação excessiva os neurónios dos seus spins; é uma espécie de homem quântico. Com a "gaffe" recente da sua reforma, li a saliência de primeira página como uma ajuda mútua: o governo dá popularidade ao presidente, uma vez que já se suspeita do desnorte da actual sangria ultraliberal, o governo fica com um almofada para mais uns cortes, mas não tantos como queria o ministro das finanças, e o presidente aparece como o keynesiano salvador.

 

 

 

 

Quando hoje vi a primeira página do Público, interroguei-me: e quem são os cavaquistas? Há aqui matéria interessante para acompanhar nos próximos tempos e, pelo que se pode ler, os cortes nas pensões são um dos pólos da discordância, a par das restantes políticas de austeridade.

aprendizagens provocadas

29.01.12

 

 

 

 

Angola está a aplicar "com rigor as boas práticas internacionais sobre migração", diz Luanda. Pois é. Portugal passa a vida a impedir a entrada de cidadãos angolanos (21 nos últimos sete dias) e Paulo Portas pede explicações por causa do veto angolano à entrada de portugueses; e logo o actual ministro que era um acérrimo defensor do encerramento de fronteiras aos fugitivos do "terceiro mundo".

 

O que acabou de ler é mais uma lição para os ex-impérios situados no sul da Europa. A Grécia, a Itália, a Espanha e Portugal foram centros do mundo e pioneiros na globalização, mas assemelham-se a aristocratas falidos que se arruínam convencidos da intemporalidade dos pergaminhos familiares. O mundo actual, o das oportunidades para os emergentes, é, talvez, mais igualitário do que nunca e exige relações internacionais em posição de igualdade.

 

Tenho ideia que no virar do milénio, e quando nos regozijávamos por pertencermos ao clube dos ricos, a nossa população olhava com superioridade o impedimento à entrada de imigrantes-pobres-e-não-qualificados. Nunca se pensou que o efeito boomerang fosse tão rápido.