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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

concertados

18.01.12

 

 

Redução do horário lectivo em meia-hora diária, acordaram os membros da lista candidata à associação de estudantes da escola secundária de Belém de Natas.

 

Quando confrontados com quem de direito, tomaram consciência da inexequibilidade da intenção. As variáveis em jogo deixaram-nos com os neurónios aturdidos. Não desistiram e revigoraram o seu programa com mais férias, pontes obrigatórias em todos os feriados e impossibilidade de faltas disciplinares.

 

Perante o desacerto executivo e social, verberaram a incompreensão: estivemos a estudar os textos da concertação social.

da imagem

18.01.12

 

 

A boa imagem de um governo, de um ministério, de uma empresa, de uma escola ou de um profissional só se constrói com a verdade. Sabemos que há excepções e que em regra têm um triste fim.

 

É ineficaz e provisório solicitar aos membros de uma organização que ocultem o quotidiano. A imagem é um somatório de impressões e afirma-se numa combinação de dados dos domínios racional e sensorial. É impossível de bloquear.

 

Um passo fundamental para o descrédito é o mau exemplo. Se os elementos de um qualquer órgão têm por rotina verberar a incompetência uns dos outros, só podem esperar que esse metabolismo se torne numa imagem da marca.

delírio

18.01.12

 

 

Os brasileiros vedarem o acesso a pessoas "desqualificadas" arrepia. Os nossos "irmãos" têm sido "humilhadas" com a proibição do visto de entrada ou de residência nos sítios mais diversos; Portugal incluído. Numa fase mais endinheirada, concretizam o que antes condenaram. Como justificará, o ex-presidente Lula da Silva, por exemplo, uma coisa destas?

a caminho?

18.01.12

 

 

 

- Quem és tu, minha menina? - perguntou Safrónov. - O que faziam o teu paizinho e a tua mãezinha?

- Eu não sou ninguém - disse a menina.

- Porque é que não és ninguém? Algum princípio do género feminino te deve ter feito nascer sob o poder soviético.

- Mas eu não queria nascer, tinha medo que a minha mãe fosse burguesa.

 

 

 

Andrei Platónov (2011:69), 

"A escavação" Antígona