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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e a oposição?

05.01.12

 

 

 

A oposição está paralisada e sem propostas que se afirmem como alternativas. A esquerda mais próxima do centro, e que é representada pelo partido socialista, ficou refém do trágico legado de Sócrates. Há muitos militantes socialistas que continuam convencidos que o falhanço se deveu a factores exógenos e os que pensam de modo diferente estão marcados pela falta de coragem durante esse período. Havia um qualquer cimento de interesses que impediu a separação de águas e a factura política está a ser paga. Dá ideia que a esquerda necessita de uma qualquer refundação, uma vez que os partidos à esquerda do PS estão "anestesiados" e sem agenda que convença os eleitores.

 

Governar sem oposição é um sinal de fraqueza da democracia e importa repetir o óbvio: as sociedades que mais prosperaram foram as que instituíram o contraditório e que conseguiram incluir as diversidades. Apesar do torpor democrático, deve reconhecer-se que o desânimo colectivo é evidente e que um qualquer rastilho pode ter consequências imprevisíveis. E nesse caso, os poderes formais acordarão; poderá é ser demasiado tarde.

incorrigíveis

05.01.12

 

 

O despautério na gestão dos dinheiros públicos viciou responsáveis políticos e organizações do estado. Há mesmo quem afirme que a generalização da pequena corrupção e do pequeno jeito criam a atmosfera que "desculpabiliza" a grande corrupção e a inevitável falência financeira dos países. É um caldo de vale tudo e de salve-se quem puder e em que quem fizer a golpada mais volumosa é, silenciosamente, enaltecido.

 

 

Entre tantos exemplos, a parque escolar e as PPP´s são evidências do desgoverno da causa comum. Se em todas as alturas se deve condenar e denunciar os desvios, nesta fase de empobrecimento temos de classificá-los como insanos. Virou o ano e os funcionários públicos continuam com o salário cortado, perderam metade do subsídio de natal e aguarda-os coisa pior. Seria injustificável que as instituições do estado abrissem o ano económico com despesas supérfluas e não essenciais ao seu objecto, que podem ir da garantia do não corte de subsídios a assessores governativos até fogos-de-artifício variados, passando por mudanças de mobiliário, impressões a cores desnecessárias ou novas decorações de interiores e exteriores apenas porque se acha que assim fica melhor e mais in; seria mesmo imperdoável.

siadap

05.01.12

 

 

Se protestam muito ainda apanham com o SIADAP (sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública). Era assim que muitos socialistas, crentes fervorosos das políticas de J. Sócrates, tentavam anestesiar a luta dos professores no momento mais sobreaquecido. O link que indiquei remete para uma série de entradas que fiz sobre o desmiolado e totalitário SIADAP (peso bem o que escrevo, podem crer).

 

Quando ouvia essas ameaças não conseguia deixar de sorrir. O governo de então desdobrava-se na aplicação do modelo com a bênção esmagadora da opinião publicada, e do arco-governativo e dos seus anexos, e os seus dirigentes ameaçavam com a coisa-má num exercício um bocado cómico para quem acredite que a democracia é uma vantagem e que os socialistas portugueses pugnam por isso. Nos casos que conheço mais de perto, os ameaçadores não só cumpriam o perfil mencionado como eram dirigentes escolares ou afins. A suprema ironia verificou-se: os dirigentes escolares foram os únicos professores a quem se aplicou o SIADAP na versão mais originalos seus protestos surgem misturados com os agrupamentos de escolas e isso não ajuda nada.