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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

palavra

13.12.11

 

 

 

Os tempos acentuam a voracidade dos argumentos e o salve-se quem puder agudiza-se. Nos momentos mais sobreaquecidos, as ideias de cooperação e mobilização deveriam inscrever-se no topo das palavras de ordem. A responsabilidade não exclui quem quer que seja e a credibilidade da palavra dada exigiria um escrutínio individual. Quando uma sociedade resvala para o caos, lido também como o desconhecido, eleva-se a exigência dos discursos sensatos e imparciais.

 

A prática política afastou-nos do rigor da palavra dada. Tolerou-se o recurso à mentira em nome dos votozinhos como se fosse um devaneio menor da realpolitik. Como os exemplos vêm sempre de cima, a praga generalizou-se. O clima de faz de conta corrói a sociedade e perdem-se na memória os tempos em que a palavra de um responsável era para ter em conta. Um incumprimento do compromisso era explicado em detalhe e mesmo assim tinha consequências. Da recente discussão a propósito da estrutura curricular, foi o que mais me custou observar. O quase isolamento dos professores de evt só é possível porque a palavra foi substituída por palavras.

a magia dos números

13.12.11

 

 

A manipulação dos números continua a orientar a governação. Para apresentar um défice inferior ao acordado com a Troika, o governo recorreu a 6 mil milhões de euros do fundo de pensões da banca. Dito assim, até passa a ideia que não existiram outras causas para o sucedido: cortes nos salários, desemprego e aumentos de impostos que cobriram os despautérios criados pelos governos diversos e pelos interesses corruptos ligados aos partidos do arco do poder.

Passos Coelho garante défice abaixo dos 4,5%

O primeiro-ministro Passos Coelho disse ao Correio da Manhã que as receitas extraordinárias provenientes dos fundos de pensões da banca permitirão registar um défice inferior a 4,5%.