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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dos cortes e da continuidade

12.12.11

 

 

Lurdes Rodrigues e J. Sócrates anunciaram a necessidade do corte na coluna vertebral dos professores portugueses através do silêncio dos sindicatos. Foi assim que iniciaram a tragédia.

Concorde-se ou não com o comportamento político das diversas estruturas sindicais, parece-me preocupante o não envolvimento dos sindicatos de professores na apresentação da proposta de estrutura curricular. Fica, desde logo, a ideia de continuidade.

Se é certo que esta discussão engloba matérias de caracter científico e pedagógico, também é verdadeiro que a supressão de horas curriculares cria desemprego e origina problemas laborais graves. É, portanto, inaceitável a decisão do governo e não augura nada de bom. Sem concertação social e sem o envolvimento dos diversos parceiros não há mudanças efectivas. A mobilização é um factor chave para todos os que se lançam de boa fé na tentativa de fazer avançar os países e as instituições. O medo do confronto com opiniões diversas é um sinal de fraqueza e terá péssimos resultados; como se comprovou anteriormente.

inverdades

12.12.11

 

 

Sou franco: desconfiei da "sapiência" de Passos Coelho e Paulo Portas em matéria de Educação. Os atrevimentos tinham começado uns anos antes. J. Sócrates fazia-o com frequência e os resultados são conhecidos. A proposta que hoje se conheceu em matéria de estrutura curricular, transmite uma ideia que há muito se sabe: os últimos governos do PS fizeram o trabalho de sapa da desestruturação da escola pública e actual maioria agradeceu. Limitar-se-á a dar continuidade com uns ligeiros ajustamentos.

 

Passos Coelho e Paulo Portas juraram a manutenção do par pedagógico de evt em campanha eleitoral. A divisão da disciplina em duas é uma manobra (regressam a educação visual e os trabalhos manuais depois de anos a fio de desmantelamento das salas especializadas para darem lugar aos espaços de evt), contraria a propalada redução da dispersão curricular e lança milhares de pessoas no desemprego. Não lecciono a disciplina. Perante os factos, todos devemos ser professores de evt. Encontrei dois vídeos elucidativos. É grave o que vai ver. Se foram lestos na argumentação pelos votozinhos, é elementar que sejam confrontados com a proposta apresentada.

 

 

revisão da estrutura curricular

12.12.11

 

 

Encontra aqui a proposta do governo.

 

Assim de repente, alguns destaques:

  • substituição da disciplina de Educação Visual e Tecnológica pelas disciplinas de Educação Visual e de Educação Tecnológica, no 2.º ciclo, cada uma com programa próprio e cada uma com um só professor;
  • valorização do conhecimento social e humano, área essencial do currículo no 3.º ciclo, reforçando as horas de ensino nas disciplinas de história e de geografia; 
  • eliminação da disciplina de Formação Cívica nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no 10.º ano, mantendo a relevância dos seus conteúdos de modo transversal; 
  • focalização da atenção do aluno no conhecimento fundamental, proporcionando uma melhor gestão do tempo de estudo, com a coordenação das disciplinas no 3.ciclo e a redução do número de disciplinas de opção anual no final do Ensino Secundário. 

A decisão que coloquei a bold deve ser colocada a Passos Coelho e Paulo Portas. Em plena campanha eleitoral manifestaram-se contra a eliminação do par pedagógico em EVT. É risível que a redução da dispersão curricular resulte, no 2º ciclo, em mais disciplinas.

para começar

12.12.11

 

 

O governo apresenta esta tarde, às 15h00, a proposta de reorganização curricular. As fugas de informação são habituais e, ao que me dizem, têm como mensageiro um comentador político muito conhecido e que aparece aos domingos num canal generalista. O debate começou com piada e algum desnorte: a ideia inicial de supressão das humanidades acabou em reforço de horas.

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