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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

são pessoas, não são recursos

05.12.11

 

 

 

A constituição de mega-agrupamentos hibernou por uns tempos, mas a discussão sobre a redução da despesa trouxe-a à superfície. A conjugação do verbo agrupar correu mal e assustou os decisores. Deveriam saber que existem outros modos de reduzir despesa. Tinha sido curial o investimento em software, e não apenas em hardware, na gestão administrativa do sistema escolar. Perdemos tempo e financiamento. Amontoar escolas e provocar escalas de gestão com as dimensões que se sabe, foi uma decisão pouco estudada. Para além disso, a desumanização é uma despesa intolerável.

 

Uma escola não é uma empresa e até nas segundas se reduzem os patamares (downsizing). Os que estacionaram no taylorismo não escrevem uma linha inteligível sobre o modo de organizar a partir de dentro. Não se pode aumentar a escala, e a dispersão dos edifícios, sem alterar os organigramas.

 

Para as lógicas empresarias anteriores, tudo se resumia à distribuição de recursos humanos. Só que as pessoas não são recursos e a constituição de turmas, o serviço docente e o exercício dos assistentes operacionais têm uma produção relacional e imaterial. Esta última constatação é decisiva. Por mais que custe aos arautos da grande escala, quando falamos de recursos em Educação temos de pensar em mesas, cadeiras e por aí fora. Aliás, parece que andamos numa discussão que não passa dos assentos.