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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mudanças na gestão escolar

28.11.11

 

 

O MEC e os sindicatos de professores, pela voz da FNE, aqui, estão a negociar com o objectivo de reduzir os poderes dos directores escolares. Um aspecto que sempre me surpreendeu, foi a defesa da gestão escolar mais eficaz com a não eleição dos cargos intermédios (coordenadores de departamento e delegados de grupo). A frase, "ouve os professores antes de nomear", indica o grau de inebriação.

 

É espantoso como alguém quer afirmar uma liderança sem se sentir competente e sem que os "liderados" o reconheçam como tal. É que só há lideranças quando a asserção referida se confirma e, nesse caso, pugna-se pelo princípio da democracia: os cargos legitimam-se pelo sufrágio directo e universal. A leitura da notícia permite perceber o que há muito se sabe: uma boa parte de quem faz gestão escolar apoiou as nefastas políticas de Lurdes Rodrigues.

 

"Um dos principais objectivos é reduzir o poder dos directores. "Pretendemos que os coordenadores de departamentos curriculares deixem de ser designados pelos directores e que os professores tenham uma palavra na escolha", disse ao CM João Dias da Silva, secretário-geral da FNE. O dirigente defende uma "redistribuição dos poderes da direcção, do conselho pedagógico e do conselho geral", considerando que existe uma "concentração excessiva de poderes nos directores".

Confrontado pelo CM, Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, defende que o actual modelo de gestão "é equilibrado". "Não temos assim tanto poder, porque temos sobre nós o conselho geral como órgão fiscalizador. Muitos directores até já foram demitidos. Há coisas mais importantes, mas os sindicatos andam a brincar à educação", afirma, frisando que "90 por cento dos directores ouve os professores antes de nomear os coordenadores de departamento". João Dias da Silva pretende ainda "corrigir as regras dos concursos de oferta de escola para haver rigor e equidade", depois de uma série de casos denunciados que indiciam favorecimento.

Adalmiro Fonseca defende que "as escolas devem ter autonomia para definir critérios de recrutamento, mas dentro de parâmetros razoáveis, porque alguns são anedóticos".

autonomia e responsabilidade

28.11.11

 

 

Se a responsabilidade é a pedra-de-toque de uma boa administração pública, é fundamental que se respeite a asserção: a autonomia não se decreta; exerce-se. É, contudo, oportuno inscrever a questão de Luhmann (1989) que nos interroga sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. 

 

Luhmann, N. (1989).

La moral social y su reflexión etica.

Barcelona: Antropos

caminhos

28.11.11

 

 

“(...)a indefinição da responsabilidade é uma primeira consequência do caminho que se tem estado a percorrer. O clima organizacional que impera na cadeia da administração educacional é o da irresponsabilidade.(...)”, Azevedo (2011, p.96) em "Liberdade e Política Pública de Educação".

expliquem-se

28.11.11

 

 

Passos Coelho e Miguel Relvas têm-se desdobrado nas criticas ao estado social. Contrariam as teses, até do prémio nobel Joseph Stiglitz, que advogam que os cortes nos salários são erros económicos graves. Para Stiglitz, os cortes salariais desta dimensão acentuam a recessão e o processo pode entrar no registo de "bola de neve".

 

Agora é o ministro das finanças a fazer declarações não sintonizadas com o que se conhecia do actual governo.

Vítor Gaspar: Estado social é um sucesso e tem muito mais benefícios do que custos