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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

31.679

25.11.11

 

 

 

 

 

Fui buscar o título, "31.679 maçanetas de portas danificadas em 2010", a este post de suprema ironia da Helena Feliciano do blogue "Pérola da cultura". Trouxe a imagem e o texto: "Ao longo do ano de 2010, 31.679 mulheres caíram e bateram em cheio com a cara na maçaneta da porta. Não, foi no lavatório! Não, escorregaram no passeio! Aliás, caíram do escadote quando penduravam o cortinado. Não, não, minto: foi quando penduravam um quadro na parede do escritório...BASTA !!!"

 

Sou um homem cheio de sorte. Vivo rodeado de mulheres livres, mas sei que partilham a indignação da Helena neste "dia internacional de luta contra a violência sobre as mulheres". Os números são assustadores. Terão sido apurados por defeito?

 

 

 

as grandes mentiras da dívida

25.11.11

 

 

Daqui.

 

"O ridículo da situação financeira do capitalismo global - clicando em cada país vê-se a dívida a cada um dos outros, mas vê-se sobretudo que nunca podem ser a Grécia, Portugal ou a Irlanda a representar uma ameaça efectiva dada a pequeníssima escala comparativa das suas dívidas. Os PIIGs são de facto BODEs (expiatórios) de uma gigantesca trapalhada especulativa feita com dinheiro electrónico que, de facto, não existe. O medo deles é que alguém comece por fazer o que tem que ser feito - NÃO PAGAR, porque a dívida é irreal, electrónica e ilegítima e fabricada pelas Goldman Sachs e criminosos afins - por isso ameaçam os pequenos países e acusam-nos de fazer cair o mundo apesar das dívidas que eles têm não terem qualquer significado. E este quadro não mostra as dívidas à China, sobretudo a dos EUA - não há ecrã de computador que comporte."

 

Cortesia do António Ferreira.

reacções

25.11.11

 

 

O filósofo Eduardo Lourenço reagiu assim à greve, segundo a agência Lusa: “Ainda não tivemos movimentos de grande comoção cívica e protestos no meio da rua. Por enquanto, tudo está dentro das regras de funcionamento de um país democrático, como é o nosso, e esperemos que assim continue e que a crise seja vencida”.

 

Os sindicatos fazem parte do mainstream-político e não têm a vida facilitada. A promiscuidade com os partidos políticos fragilizou, em muitos casos, a sua credibilidade. Formatam os protestos e tentam dar-lhes sentido organizacional. A história diz-nos isso, com as vantagens e as desvantagens que se conhecem. Contudo, evitam que se "cilindrem" as classes profissionais menos poderosas e "anestesiam" o caos. Não são responsáveis directos pelos efeitos devastadores da corrupção e do capitalismo selvagem. É bom que não se brinque com o fogo, como alguns políticos da actual maioria o têm feito: desvalorizando, de forma irresponsável, o papel dessas organizações ou vociferando contra o oxigénio democrático que representam as greves gerais.