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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

pois - os inúmeros e o rigor argumentativo

23.11.11

 

 

O actual ministro das finanças será mais tecnopolítico ou tecnocrata? Nos últimos dias tem-se desdobrado em declarações cooperativas e mobilizadoras em desfavor do conceito de corporação. Pois é. O problema é que contam mais os actos. Se se exaurir o que resta de qualquer espírito corporativo, a maioria das classes profissionais será "cilindrada".

 

Para além da questão da constitucionalidade, que mesmo em momentos de crise deve ser letra com alguma vida, os cortes de subsídios são injustos se se pensar na aplicação de um imposto geral.

 

Como não só de pão vive o homem, é bom recordar que é o mesmo governo que mantém um modelo Kafkiano e injusto (palavras de Passos Coelho em campanha) a dilacerar a corporação dos professores e que passa o tempo a dividir os saberes em mais e menos essenciais.

 

Em relação ao segundo argumento, é até legitimo que se ache que esta ou aquela disciplina necessita de mais horas e de mais exames. É, contudo, um achamento abusivo considerar-se que o ser humano pode existir sem artes e sem humanidades. Priorizar não é dividir e muito menos desmobilizar. E podiamos incluir um rol com inúmeros argumentos. O adjectivo inúmeros, por exemplo, foi usado, nos últimos dias, por Vítor Gaspar para quantificar as pessoas excelentes na função pública. Em nome do propalado rigor matemático, era essencial que explicasse o algoritmo que inclui inúmeros em quotas com 5% de excelentes.

Vítor Gaspar: “Não é tempo de alimentar conflitos e divisões”

falhas

23.11.11

 

 

"Que em Auschwitz 

as paredes não se rebelassem, 

que o gás não se "arrependesse", 
é o escândalo do silêncio de Deus, 
mas também uma falha no humano."


José B. de Miranda, 
Queda sem fim.

da blogosfera - arrastão

23.11.11

 

 

2008 foi a oportunidade da esquerda. Demitiu-se e perdeu. 

 

"(...)É verdade que o governo socialista espanhol é o 10º a cair na Europa. Mas tem sido a direita a ganhar no deve e haver eleitoral. E, se, há três anos, me dissessem que a direita seria quem iria tomar as rédeas do poder na Europa para nos fazer "sair da crise" e que teríamos homens da Goldman Sachs espalhados por governos e instituições europeias, diria que se tratava de excesso de pessimismo. Mas assim aconteceu. E nesta tragédia, socialistas e social-democratas europeus têm fortíssimas responsabilidades. Como se vê em Espanha, o eleitorado de esquerda não passou para o lado de lá. Apenas deixou de acreditar nos socialistas. E, lá e cá, quem os pode condenar? (...)"