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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a resposta violenta?

20.11.11

 

 

O actual PS está num imbróglio. Gostariamos de acreditar que está convictamente em estado de dúvida. Precisa de se libertar da herança desastrosa de Sócrates sem o assumir de forma veemente no âmbito interno e está aprisionado pela austeridade que nos domina e que foi assinada com a Troika. José Seguro disse que se ia abster com violência no orçamento. Foi um bocado cómico. Há quem aponte caminhos, num texto notável de José Luiz Sarmento que pode ler no link indicado e que voltarei a postar amanhã.

 

Os tempos não são fáceis para a oposição. Tenho ideia que se terá de combinar sabiamente uma qualquer responsabilidade mainstream com a descoberta de novos caminhos que eliminem a ideia de empobrecimento-sem-mais. De uma coisa podemos estar seguros: não estamos no fim da história e quem não contrariar a deseperança será politicamente irrelevante. 

Seguro: nem troika nem Governo têm legitimidade para reduzir salários

fico e faço greve

20.11.11

 

 

Para já é assim e tenho a consciência que contrario as forças da natureza que dominam a selva. Não há catastrofista, blogger-visionário, secretário de estado da juventude, astrólogo, economista-neo-colonial, mentor-outrora-capitalista-selvagem e por aí fora que não tenha decretado o fim da nação e o apelo sentido à fuga inapelável. Um dos destinos mais recomendados é a minha pátria moçambicana. É uma terra mágica, sem dúvida, e, que se descontarmos as relações humanas que o capitalismo selvagem instituiu, bate aos pontos qualquer território da velha Europa. Estou muito informado do que lá se passa e percebo a ânsia da maioria dos lusitanos. Já vi o sucedido. Noutros tempos, os mainatos (empregados domésticos) eram dois por casa e agora uma mão cheia de euros contrata meia-dúzia. Apelativo para quem tem muitíssimo bom estômago.

 

Por outro lado, Assunção Esteves, que diz que recusou a Maçonaria e a Opus Dei e que acredita que numa folha A4 podia mudar a Europa toda, também afirma que "(...)um novo paradigma para o capitalismo passa por um regresso da política.(...)". É isso. Não me parece nada mal eliminar a papelada e meter a política a dirigir. Pela parte que me toca começo já a 24 de Novembro. Não sou militante partidário, mas milito na blogosfera e a nível local faço o que possso em acções no terreno. Fico interessado em saber se Assunção Esteves também fez greve para reafirmar que acredita no país, na política e no futuro.