Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

demasiado lamentável

16.11.11

 

 

A edição impressa do Público de hoje chama para a primeira página uma notícia que deve envergonhar quem exerce funções de direcção nas escolas, mas também os professores como classe profissional: "(...) O Provedor de Justiça alerta para práticas ilegais na contratação de docentes para as escolas. (...) Alguns são escolhidos por ordem alfabética".

 

quem diga que são direcções imaturas e não isentas que violam "princípios estruturantes da actividade administrativa" e que ofendem "direitos fundamentais" ao utilizarem critérios que contrariam a lei na contratação de professores ou na indicação de horários zero. Também se lê que já há direcções com processos disciplinares e mandatos destituídos por irregularidades. Contudo, e como ainda vivemos num estado de direito, era bom que se prevenissem estas situações que provocam danos avultados na vida de pessoas e que as indemnizações dos lesados se efectivassem de forma célere. 

coisas comuns

16.11.11

 

 

Já enunciei que não confio no ex-guru do subprime António Borges. Não sou dado a teorias da conspiração, mas este actual director do FMI para a Europa tem uma coisa em comum com Mario Draghi (presidente do Banco Central Europeu), Mario Monti (primeiro ministro italiano) e Lucas Papademos (primeiro ministro grego) - foram todos funcionários da Goldman Sachs.

 

Há mais sinais preocupantes para as democracias europeias. Em Itália, o governo forma-se para agradar aos "mercados" e, segundo Fabrizio Tassinari, "(...) 22% dos italianos não encontram grandes diferenças entre um sistema de governo autoritário e um sistema de governo democrático (...)". Sem querer entrar num registo muito pessimista, diria que vamos dando passos, e que passos, em direcção a uma tragédia.

das inverdades

16.11.11

 

 

 

 

Diz-se, com propriedade, que as inverdades têm perna curta e que o tempo, sempre o tempo, coloca os factos no sítio certo. As campanhas eleitorais são sobreaquecidas, mas deviam exigir um respeito mútuo mínimo; no mínimo. O recurso à mentira vulgarizou-se, embora a utilização de informações falsas sobre a profissionalidade e o carácter das pessoas se mantenham intoleráveis. Magoam, mesmo que se revistam de nula credibilidade. O raio de acção da dor pode tornar-se incontrolável nos que captaram a injustiça, mesmo que considerem que é preferível sofrê-la do que cometê-la.

 

Os governos, nos diversos patamares, afirmam-se no caos se conseguirem eliminar a vulgarizada mentira e afirmar a sensatez. É um exercício elementar com um alcance imensurável. Insistir num registo de falsidades numa espécie de fuga para a frente não augura nada de bom.