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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a vingança dos tijolos

10.11.11

 

 

 

 

Sei que não há registo de patentes para as siglas, mas desconfio que algumas são epifanias do mundo-de-bem. A escolha PIGS (Portugal, Itálias, Grécia e (Spain) Espanha) tem uma alusão menos higiénica na nossa língua. Há quem diga que a verdadeira intenção na mais falada teria de ser qualquer coisa como SOAB (son of a bitch). Deixemo-nos de eufemismos: o animal que dá origem a divinos fumeiros é-o em qualquer lado e ponto final.

 

Há outra sigla com a mesma origem que também não será inocente. É a sigla dos excedentários financeiramente. Os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e South África) só carecem de um K para o tijolo perfeito, embora a oralidade dispense a consoante. Só que os tijolos incorporaram chips e estão numa espécie de encolher-de-ombros-vingativo.

privatização de lucros e liberdade de escolha na educação

10.11.11

 

 

 

 

 

Os últimos posts do Paulo Guinote, a propósito da conferência referida na imagem, são muito importantes. Os resultados conhecidos na Suécia com o insucesso técnico da introdução da liberdade de escolha da escola num modelo radical e sem paralelo, parecem reforçar o que escrevi há tempos neste post: "(...) Há algo que se aprendeu desde há muito: (...) a oferta diversificada na rede escolar acentua o desequilíbrio porque as famílias mais informadas conseguem auto-seleccionar os grupos de alunos (...)".

 

Sobre a privatização de lucros no sistema escolar, o Paulo Guinote, aqui, é lapidar: "O custo mensal médio por aluno apresentado hoje (125 euros), numa intervenção no debate do FLE, pelo director de um colégio privado razoavelmente bem posicionado nos rankings, sem contar com transporte e alimentação, se bem percebi. Perguntei-lhe porque cobram, então, 400-500-600 euros muitos outros colégios? O desejo do lucro, respondeu-me ele."

 

E pode continuar a ler, como aqui, impressões imperdíveis.

 

não é proibido proibir

10.11.11

 

 

 

O Microsoft Word é um poderoso processador de texto, o Microsoft Excel é uma folha de cálculo inigualável e o Micorsoft Powerpoint é um bom programa de apresentação. Se se proibisse a utilização destas aplicações do Microsoft Office como ferramentas de gestão da informação nas escolas portuguesas, fazia-se mais pela qualidade do ensino do que com qualquer das medidas "reformadoras" das últimas duas décadas.

 

(1ª edição em 9 de Janeiro de 2011)

 

Adenda: fui parar a um blogue que linkou o post que acabou de ler e que acrescentou uma parágrafo muito certeiro: "Fazer a gestão de informação de uma organização com base nos programas do Office é improdutivo - estejam os documentos guardados num disco rígido ou num servidor de uma qualquer intranet. Só há uma diferença - no último caso torna-se mais fácil partilhar o caos entre os utilizadores".

duas velocidades?

10.11.11

 

 

As duas opções das economias como a nossa serão claras: bom aluno e nem mesmo assim.

Evolução da Europa a duas velocidades regressou ao debate europeu

O actual presidente, o homem do "monstro" e que promoveu um núcleo de predadores, suplica a quem ainda manda na configuração europeia? 

Cavaco garante a Obama que Portugal cumprirá metas com que se comprometeu 

Adenda às 14h16. Com tanto desempenho ideológico, não seriam mais convincentes os 100% e o fecho para balanço?

Passos promete redução de 43% da despesa pública até 2014