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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

atomização

06.11.11

 

 

 

 

 

Os professores portugueses deram, a partir de 2008 e contra tudo e contra todos, uma lição de cidadania ao país. Derrotaram as políticas (nuns casos derrotas de facto e noutros apenas na credibilidade) porque conseguiram um denominador comum: a defesa do poder democrático da escola. Se sistematizarmos a discussão à volta do conceito, acontecerá como nos debates sobre valores e quando se conclui que o valor fundador é a liberdade (ou as liberdades). No caso da escola, a defesa do poder democrático é abrangente e inalienável para o presente e para o futuro.

 

Estando o PS no poder no período referido, foi louvável verificar a forma como os professores das esquerdas fizeram o que consideravam justo, embora nalguns casos as amarras sindicais tivessem sido mais-fortes-do-que-o-pensamento. Mudando a base ideológica do governo para uma maioria de direita, e mantendo-se o essencial das políticas, não é positiva a clubite da maioria dos que se revêm nessas ideologias. Isso é notório em quem escreve na blogosfera e dificulta a recuperação do denominador comum tão necessário para os tempos que se aproximam e principalmente para a eliminação do-não-financeiro.

ambição escolar

06.11.11

 

 

Já há evidências empíricas que nos dizem que a ambição escolar de uma sociedade ou família é tão ou mais determinante que o índice socio-económico. 

Winterhoff (2008:88) relata um caso elucidativo: "(...) A mãe não procura ajuda para elevar o nível que é exigido na escola. Pelo contrário, acha esse nível já demasiado elevado, pelo que se coloca absolutamente do lado da filha, não tencionando de todo confrontá-la. Não lhe ocorre a ideia de que assim não está a ajudar. (...)".

 

Winterhoff, Michael (2008).

"Por que é que os nossos filhos se tornam tiranos?".

Lisboa. Lua de papel.

a maior escola do país

06.11.11

 

 

É assim que é anunciada a nova escola básica de Matosinhos: a maior escola do país. Com um custo de cerca de 10 milhões de euros, as setenta salas de aula destinam-se a 1450 alunos do pré-escolar ao terceiro ciclo. Nota-se a alegria dos responsáveis pela obra, mas é bom que se diga que é uma escala que os investigadores dizem que deve ser contrariada; principalmente para estas idades. O vídeo é curto e elucidativo: tropeçamos em incongruências e mais parecemos uma sociedade que ensandeceu; as salas TIC, por exemplo, destinam-se a uma disciplina que se diz que vai ser suprimida.