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Correntes

em busca do pensamento livre

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consumismo

29.10.11

 

 

O consumismo dos portugueses é usado como causa primeira para a falência financeira. O argumento serve como cortina de fumo. Para além de estar demonstrado que, apesar de tudo, os portugueses até têm sido comedidos, importa sublinhar o seguinte: passamos o tempo a advogar o aumento da produtividade no turismo, nos têxteis, no calçado e nas novas tecnologias e depois dizemos que as pessoas são inconscientes por consumirem viagens, vestuário e gadgets tecnológicos. Não percebo. Queremos que os proletários produzam apenas para deleite da oligarquia?

 

Há tempos escrevi assim:

 

"(...) Não confio em pessoas que se proclamam imaculadas. Tenho os meus pecados. Sei que por vezes excedo o limite de velocidade nas autoestradas e que nem sempre estaciono o automóvel de modo regulamentar. Por outro lado, há muitos anos que não tenho qualquer empréstimo bancário e só adquiro carros, livros, computadores, viagens, electrodomésticos e por aí fora a pronto pagamento. Nem queria entrar muito por este domínio porque não censuro mesmo quem não o faz. Só me desgostam aqueles que usaram o alguém-que-pague-depois com o resultado que se sabe: pagamos-quase-todos. (...)."

estado de excepção

29.10.11

 

Estado de excepção é um conceito utilizado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben e inicialmente definido por Carl Schmitt.

Preocupado com as derivações das nossas democracias, que legitimam ideias e práticas típicas das ditaduras, Giorgio Agamben recusou participar numa conferência nos USA para não ter de se sujeitar a passar pelo crivo securitário dos aeroportos. "Está em causa a minha liberdade" - afirmou.


Forte crítico do que se passa em Guantânamo, Giorgio Agamben alerta-nos para um conjunto de fenómenos que podem corroer os alicerces das democracias ocidentais.

Guantânamo deixou de ser excepção para passar a ser norma?

A reter.

 

(1ª edição em 28 de Maio de 2008)

 

Lembrei-me deste post a propósito dos argumentos que remetem os que defendem direitos cívicos, que também passam pelas questões económicas, para o lugar dos líricos despesistas. É bom recordar que foi sempre assim: de perda em perda até à ausência objectiva e subjectiva e com as justificações monetaristas e do equilíbrio das contas. Também é conhecido um outro resultado: transferência de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta.