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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

umas horas depois

26.10.11

 

 

Os médicos tomaram uma atitude que deve dar que pensar a outras classes profissionais. O corporativismo pode ser criticado, mas também deve ser olhado como um dever inalienável de profissionalidade.

 

Reparem na cronologia destes acontecimentos com a data de hoje.

 

Às 16h44:

Médicos com Contrato Individual de Trabalho ameaçam rescisão em massa com o SNS 

Às 21h00:

 

Equiparação dos médicos com contrato individual aos salários da função pública só para novos contratos 

 

 

Lembrei-me que seria interessante se os professores abdicassem das menções de excelente e de muito bom atribuídas num modelo comprovadamente inaplicável e injusto.

comando à distância

26.10.11

 

 

 

Era preferível que o governo português dissesse que o comando está no centro da europa e que a perda de soberania já só desespera pela formalidade. Cortar subsídios para suportar os juros dos agiotas aflitos não merece argumentação diferente da que inscreve a primeira frase. O problema é outro: não se prometeu insistentemente falar verdade? Medo de quê, afinal?

 

Repare-se no discurso de quem comanda.

Ao minuto: Muitos problemas por resolver, diz Merkel 

“Ainda há muitos problemas para resolver e de negociações a desenvolver” para resolver a crise do euro, afirmou Angela Merkel, chanceler alemã, frisando à chegada a Bruxelas que o trabalho ainda não está terminado. As dificuldades que ainda persistem para concluir um acordo referem-se à redução da dívida grega e ao reforço do fundo de estabilidade do euro. Um terceiro problema resulta da incapacidade da Itália de assumir um plano claro de reformas estruturais com metas e datas de aplicação, para reduzir a dívida pública de 120% do PIB.

 

mais do que provado

26.10.11

 

 

Passos Coelho disse um rol de coisas em campanha eleitoral que não cumpriu. Nem adianta refutar. Pior: fez o contrário num registo que se pode considerar de inverdades e está a exercer de um modo semelhante ao seu antecessor. Lá terá as suas justificações e os últimos dias têm sido férteis em desculpas que não convencem e que só pioram a circunstância movediça.

 

Perdeu-se a possibilidade de liderança demasiado depressa. A mentira é fatal e agrava-se quando nem o mais elementar erro é reconhecido e se tenta passar o "odioso" para outro elemento da organização. Era preferível assumir a mentira ou o erro. As lideranças afirmam-se com um exercício corajoso nos momentos mais difíceis. Os cortes em subsídios, por exemplo, não são tão difíceis de tomar como se quer fazer crer. O que começa a evidenciar-se é o princípio ideológico tout court e a desorientação sobre o resultado que se vai obter.

 

Austeridade abrange “toda a sociedade portuguesa”