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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a nova add

19.10.11

 

Adenda às 23h05.

 

Segundo me informa o blogger Mário Carneiro, a alínea C deste artigo refere-se à relação da escola com a comunidade e o símbolo (...) significa a não supressão dessa inutilidade. Parecia um lapso, realmente. Concluindo: a nova ADD mantém uma parte substancial do desmiolo e é coerente com os actores que se movimentam nesta área governativa.

 

Se não foi lapso, o artigo 42 da nova avaliação de professores elimina duas dimensões - ética e escola e comunidade -. A ser assim, é um avanço. O que se conhecia referia apenas a supressão da ética.

 

Artigo 42.º 

[. . .] 

1- […] 

2- A avaliação do desempenho do pessoal docente incide sobre as seguintes dimensões das 

suas funções: 

a)Científica e pedagógica;  

b)[Revogada]; 

c)[…]; 

d)Formação contínua e desenvolvimento profissional. 

 

Por falar em avaliação de professores, não deixa de ser risível o demiolado modelo em curso. Há de tudo e para todos os gostos. Neste caso, os professores escusam de apontar o dedo. Puseram-se a jeito e os conflitos começam a subir de grau com consequências relacionais para a vida. Num período tão mau na nossa sociedade, com salários mais do que congelados - falemos antes em reduções - e com um modelo inaplicável, ainda há quem se surpreenda.

corredores do ikea

19.10.11

 

 

 


 

 

 

(Reedição. 1ª edição a 6 de Setembro de 2009; Lembrei-me deste texto a propósito das causas da bancarrota e do vídeo que lhe acrescentei. Ou seja, pode ler o texto, de seguida vê vídeo e depois tira as conclusões.)

 


Impressiono-me quando vou a empreendimentos que envolvem milhares de pessoas em simultâneo, onde tudo está pensado ao pormenor e em que as visitas conseguem ser tranquilas. Aconteceu-me isso recentemente em duas organizações com funções diferenciadas: o renovado Louvre e uma das delegações do Ikea.

 

A primeira ida ao segundo foi por acaso e deixou-me pouco animado. Estou longe de ser um bricolage e o que vi não me persuadiu. Neste final de férias voltámos ao Ikea e apreciámos a coisa. A ideia do "design para todos" recordou-me os readymade e nomeadamente a obra de Marcel Duchamp, pareceu-me interessante e alguns dos produtos convenceram-me; bons preços, embora a requisição de mão-de-obra me tenha exigido umas boas sovas.

 

Numa das visitas parámos para um refeição ligeira. Escolhi um salgado e pedi para mo aquecerem. Resposta simpática e pronta: "no micro-ondas colectivo que está naquela mesa". Achei interessante e pensei logo na cultura sueca: eliminaram o analfabetismo no século XVIII e as tarefas domésticas são para todos.

 

A mesa que escolhemos tinha os tabuleiros do self-service em cima por desleixo dos inquilinos anteriores. Também se tinham esquecido de uma revista portuguesa que tinha o seguinte título: "mandatária da juventude do partido socialista só come cerejas se a empregada doméstica lhe tirar os caroços".

 

 


e a malta por cá que se aguente

19.10.11

 

 

 

 

O euroviete supremo continua em regime de benesses ilimitadas e com as toneladas de burocracia a garantirem o ar de profissionalidade da coisa. Só é pena não terem sequer pestanejado de desconfiança em relação às causas da bancarrota europeia. Os portugueses já conseguiram advocacia francesa. Lá chegará o dia em que teremos de impor a norma japonesa para uma década sem crescimento económico: reuniões em pé.

Deputados europeus portugueses "são bon vivants"

"Os meus colegas portugueses são bon vivants, não há nenhuma reunião em que não brinquem, riam, bebam, comam e ouçam música", disse ontem a francesa Rachida Dati na inauguração do novo centro cultural da Fundação Gulbenkian em Paris.(...)"