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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

na buchholz

15.10.11
Foi um fim de tarde muito agradável, apesar do calor. Aceitei, com gosto, o convite para participar neste ciclo de conferências. O tema de ontem, Igualdade e Educação, proporcionou cerca de três horas de um animado debate e com intervenções muito interessantes. Para além do facto de estarmos num livraria tão emblemática, registei com agrado a presença de diversos amigos e colegas e foi especial ver na assitência a minha filha Filipa Isabel e o seu colega de doutoramento Ivo Sousa. Não é todos os dias que se faz uma conferência assistida por um rebento. Publicarei os vídeos com as diversas intervenções. 
Pode saber mais neste post do Paulo Guinote.


pudera

15.10.11

 

 

Não surpreendem os rankings que colocam as escolas privadas e cooperativas à frente das do estado. É o resultado de desastrosas políticas educativas que em vez de suprimirem as inutilidades fizeram-no às humanidades. Há algo que se aprendeu desde há muito: nas sociedades com graves problemas socias, a oferta diversificada na rede escolar acentua o desequilíbrio porque as famílias mais informadas conseguem auto-seleccionar os grupos de alunos e provocam fenómenos de guetização e de aumento do abandono escolar. As badaladas magnet schools são um bom exemplo disso. É um logro pensar-se que há bons resultados escolares sem alunos educados em sociedades com suficiente bem-estar económico, com ambição escolar e com confiança nos professores.

 

Há tempos escrevi assim:

 


"(...) Foi por volta da década de noventa do século passado que se percebeu que o orçamento da Educação era demasiado apetitoso para que a ganância, que se afirmou através do PSD e do PS (o CDS e outros ficaram com empregos e fatias menores), o deixasse sossegado; potenciais PPP´s (parcerias público-privado,) ainda sem dono.(...)

Ou seja: edificaram inconstitucionalmente junto às escolas do estado – tentaram derrotar-lhes a fama e cobiçar-lhes os melhores alunos – inflacionaram as notas, colocaram professores sem concurso e em regime de amiguismo, construíram os rankings e já só falta subtrair uma boa fatia aos orçamentos. Uns grandes profissionais, sem margem para dúvidas. Um golpe perfeito, digamos assim. O pessoal da escola pública é bem mais naif e resistente e o país está no estado que se conhece."