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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mercado desigual

07.10.11

  

 

Quando tanto se fala numa lógica de mercado entre as escolas que vivem integralmente do estado, as do estado e as cooperativas, é imperativo que se estabeleçam regras que não criem uma competição desigual. Não é verdadeiro o argumento que diz que só há escolas cooperativas nas áreas não abrangidas pelas escolas do estado.

 

É mais fácil criar uma cultura organizacional que afirme uma imagem de excelência numa escola não agrupada do que num agrupamento de escolas (foram desenhados a régua e esquadro e para satisfazer interesses paroquiais ou de circunstância). Quanto maior for a escala mais depressa se desqualifica a imagem; que piora se a autonomia da organização estiver submersa num mar de burocratização centralista e inútil.

 

Quem aborda estes assuntos sem introduzir as variáveis referidas, está a ser parcial e a favorecer o negócio das escolas cooperativas. Se queremos introduzir competição e manter a essencial rede pública de educação, podemos começar por pensar em aplicar o modelo das charter schools, por exemplo, e permitir que grupos de professores das escolas do estado mostrem o que valem, mas com regras iguais aos seus parceiros de mercado; e com transparência, prestação de contas e impossibilidade de privatização de lucros.

em plena selva

07.10.11

 

 

Ha vários concelhos onde as escolas do estado perderam turmas para as escolas cooperativas. Existem várias causas que explicam essa circunstância e haverá casos em que as escolas do estado contribuíram para esse facto. Contudo, nunca podemos ignorar o que se passou desde 2006 por causa das nefastas políticas educativas. Mais tarde, em 2009, a imposição do novo modelo de gestão escolar, que expôs as escolas do estado a interesses de vária ordem, desqualificou ainda mais a imagem dessas escolas junto das comunidades educativas.

 

Sabe-se que há professores, que leccionavam em escolas do estado, por colocar: centenas de professores com horário zero e milhares de contratados.

 

Se as escolas cooperativas são integralmente financiadas pelo estado, não se entende como é que os docentes dessas escolas não são deslocados para as escolas cooperativas de modo a evitar-se a duplicação da despesa.

 

Dá ideia que estamos na lei da selva, lá isso dá.