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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

da blogosfera - a educação do meu umbigo

03.10.11

 

Para Que Serve (Também) A Liberdade De Escolha Lá Fora?

 

É claro que o Paulo Guinote se está a referir às charter e magnet schools que são "(...) direccionadas para os grupos sociais economicamente mais desfavorecidos ou para as minorias étnicas e não para grupos privilegiados.(...)".

Os grupos economicamente privilegiados que frequentam colégios privados pagam propinas.

em algoritmo

03.10.11

 

 

A escolha da escola, e a natureza desta, parece ser mais um dos algoritmos do momento. O nosso sistema escolar caminha de forma circular e em estado de permanente alteração. Parece contraditório, mas são só parecenças. Há uma década que a voragem se instalou e foi premonitória para o estado de desorientação em que estamos.

 

A formulação que a seguir volto a apresentar, e que escrevi há uns dois anos, parece-me sempre oportuna.

 

 

A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

 

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

 

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades com 100 professores diferentes, os resultados deveriam oscilar muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

 

É também por isso que pode ser um logro absoluto que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que basta mudar o conteúdo físico ou contratual dos 30% para que tudo se resolva. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% nada acontece e não há ensino.

limitar

03.10.11

 

 

Ninguém sabe como sair do buraco financeiro em que o mundo ocidental caiu. As previsões que indicam um limite para o fim da crise, em Portugal começa a falar-se de um ano, pretendem acalmar os ânimos para que sejam os do costume a pagarem as facturas mais elevadas.

liberdade para escolher

03.10.11

 

Liberdade para escolher uma escola vai inspirar-se nos EUA e Reino Unido

 

O insucesso que estamos a viver no mundo ocidental modifica as áreas de negócio e o sistema escolar não escapa à voragem. A privatização de lucros através do orçamento de estado é uma discussão que interessa fazer. Muito se joga aí.

 

A fórmula lucrativa no sistema escolar é simples: redução de custos salariais e quanto mais desregulado o processo melhor. E, como se sabe, a guloseima existe em ordem crescente.