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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da gestão escolar

13.09.11

conversa de gasparzito

13.09.11

 

 

Recebi, por cortesia do Sérgio Moreira, um pequeno texto apócrifo que diz asisim:

 

“Cortes racionais, estruturais e sustentáveis na despesa exigem tempo para desenhar as soluções e tempo para as executar”, diz Vítor Gaspar, acrescentando que “em termos imediatos, a operacionalização e execução de cortes racionais na despesa não é possível”.

No fundo, o que ele diz, preto no branco, é que, se é impossível fazer cortes racionais em tão curto espaço de tempo, fazemos uns quantos irracionais, cobramos mais impostos e logo se vê.
Que me lembre, nunca ninguém disse,  com tamanha clareza, que não fazia ideia do que andava a fazer."

horários zero

13.09.11

 

 

 

As notícias são contraditórias: há alunos que anularam as matrículas nas escolas privadas e aumentou o número de professores sem serviço lectivo nas escolas do estado. A estranha incoerência tem explicação. A fuga às escolas privadas é simples: tem uma vertente económica. Em tempo de crise não há dinheiro para propinas. O aumento do número de professores sem serviço tem outra explicação. Não é porque se tenha reduzido a carga horária dos alunos, embora num ou noutro grupo disciplinar haja menos serviço lectivo decorrente das últimas alterações curriculares.

 

O facto é que desde de 2003 que aumentou significativamente o número de escolas cooperativas (onde é o estado que paga). Muitas dessas escolas foram construídas à revelia de lei, em clima de excesso de oferta e na pior lógica das PPP´s. Grande parte das turmas que as frequentam tinham lugar nas escolas do estado e originam os horários zero de professores com mais de 20 anos de serviço e a impossibilidade de se renovarem milhares de contratos. O estado duplica a despesa e a situação tornou-se insustentável.

 

Há muitos concelhos onde o poder municipal, associado a outros stakeholders, se comprometeu com esta situação. Usam as possibilidades que a lei lhes oferece (agrupamentos de escolas, transportes escolares e novo modelo de gestão) para enfraquecerem a imagem das escolas do estado e garantirem a sobrevivência das escolas cooperativas. Se fosse possível estudar, nesses concelhos, a degradação da imagem das escolas do estado junto das comunidades nos últimos 7 a 8 anos, as conclusões seriam concludentes no sentido que acabei de enunciar.

 

(1ª edição em 25 de Agosto de 2011;

a data da 1ª publicação é significativa; para que conste)