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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

a avaliação do nosso descontentamento

07.09.11

 

 

Encontrei no blogue do Paulo Guinote este texto assinado por Isabel G. que aconselho.

 

Começa assim:

 

"(...)Tem sido com desilusão que tenho seguido as notícias e os debates suscitados pelo tema Avaliação (ADD). Não é fácil reconhecer que as políticas “socretinas” tiveram consequências muito mais graves do que eu própria poderia um dia ter imaginado.

A aprovação do actual regime de gestão, mas, acima de tudo, o execrável modelo de avaliação de MLR foram as principais causas da onda de indignação impulsionada pelos movimentos de professores no início de 2008 – a este propósito, os professores mais velhos (aqueles que ainda não se tinham aposentado!) tiveram um importante papel nessa altura e sem este seu envolvimento duvido que a manifestação de 8 de Março pudesse ter tido a enorme adesão que se verificou.

Se muitos de nós tivemos consciência da força que podemos ter, nem todos nos apercebemos, porém, que aquele dia extraordinário acabaria por coincidir com o esvaziar do próprio sentido da contestação ao reduzi-la ao problema da avaliação – facto que o Memorando de Entendimento da Plataforma Sindical com o Ministério veio confirmar um mês mais tarde.(...)"

o spleen da omnisciência

07.09.11

 

 

 

 

Sua Excelência vivia em permanente estado de graça - é arriscado atribuir um vivência ascética, mesmo que se trate de Sua Excelência -, mas sofria de uma síndroma muito comum: contestava a importância de tudo o que desconhecia. Também se considerava um primeiro: vivia na ânsia do arrebatamento dos seus contrários, uma derivação da síndroma que o turvava. 

E assim era: Sua Excelência mantinha-se em estado de "ignorância triunfal" e desfazia-se em choros fingidos quando sentia a denúncia da sua condição.

 

 

(Rescrito. 1ª edição em 16 de Abril de 2006)