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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

incursões

16.08.11

 

 

 

Quando abre a silly season remeto-me a breves incursões na rede e a uma fugaz olhadela pelas primeiras páginas dos jornais. É fácil constatar que a avaliatite dos professores continua a ser discutida no mesmo nível da economia do país: o lixo.

 

Não há grupo profissional a quem aconteça algo semelhante. A escola portuguesa ficou exposta ao apetite do lumpen, aos interesses mesquinhos e paroquiais e à caça das audiências. Se o assunto continua no topo da ordem mediática é porque os consumidores se interessam. Para além de tudo isto, que as crianças e jovens ouvem com atenção e que em casos a mais respondem com desleixo no estudo e indisciplina, regista-se uma discussão pouco edificante entre professores.

 

A proposta do ME é, inevitavelmente, mais do mesmo. Continua contaminada pela má burocracia e fora da sala de aula. As dimensões passaram de quatro para três. Caiu a ética: por ser impossível de avaliar e porque os tempos não estão para essas coisas. Continua a dimensão da relação com a escola e com a comunidade e está tudo dito. O resto é uma amálgama desorientada produzida por uma traquitana que tem há muito a bússola desmagnetizada.