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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

suficiente?

21.07.11

 

 

Para já é a interrogação a que se pode chegar a propósito da cimeira europeia de hoje. Um "Plano Marshall" para recuperar a economia grega arrasta-se ao nosso país que vê prolongar-se o prazo de pagamento da dívida associado a uma significativa baixa da taxa de juros. Será suficiente? Aguardam-se os efeitos. A prudência, com a exigência de défices abaixo dos 3% em 2013, pode provocar a queda irreversível das economias europeias, como aconteceu na grande depressão.

enésima mais uma

21.07.11

 

 

A discussão à volta da avaliação de professores entrou no domínio do risível (se não fosse trágico; e escrevo-o com a consciência que me estou a repetir em modo exaustivo). Um modelo injusto, desmiolado e mais aquilo que todos sabem e concordam, não pode ter quaisquer efeitos em concursos e em futuras (não se riam) progressões na carreira e ponto final. Isto tem de ser assumido sem tibiezas.

 

Começa a desenhar-se um novo modelo mais sensato. Dá ideia que sim. Todavia, tudo o que seja pontuar fora da sala de aula, ou seja, avaliar outras dimensões para além do ensino e da aprendizagem, induzirá um clima de farsa e fingimento que será potencialmente explosivo. É evidente que os maus burocratas que defendem as quatro dimensões já fervilham por novas grelhas; valha-lhes não sei o quê.

 

Mas a novidade revela sintomas que fazem temer o início de outro estado febril. Há já quem se interrogue se as aulas observadas devem ser de surpresa, tipo avaliador com disfarce carnavalesco ou de dia das bruxas. É a nossa irresistível tentação para puxarmos para baixo tudo em que tocamos. Quem constrói o que quer que seja pautado pela ideia de apontar a dedo os ditos medíocres, não só não obtém esses resultados como consegue afastar as vontades essenciais às boas edificações. Há quem diga que quem tanto se projecta num registo de nivelamento por baixo, mais não faz do que olhar para o espelho.

escolas exaustas

21.07.11

 

 

A primeira década do milénio foi arrasadora para a cultura organizacional das escolas e a partir de 2005 o fenómeno tornou-se alucinante. Algumas escolas resistiram, ou tentaram, à avalanche inclassificável. As mais destemidas foram objecto do pior que tem a nossa sociedade e já são muito poucos os que não se convenceram que os desmandos e os abusos de poder dão sempre maus resultados.

 

Escolas exaustas é uma expressão usada por Azevedo, Joaquim (2011:119) em "Liberdade e Política Pública de Educação" e em que diz o seguinte: "(...) Mais uma coisa se impõe registar ao fim de quarenta anos de mudanças contínuas e de uma instabilidade permanente, as escolas estão exaustas. A sua inteligência organizacional, que constitui, para cada escola, em cada contexto social concreto, o seu mais precioso capital, é desbaratada sob o efeito de três importantes factores, entre outros: (...) as equipas ministeriais mudam frequentemente as normas, os órgãos, os "programas especiais (...); em consequência deste efeito as escolas não têm tempo para parar, tempo para as tais práticas profissionais e reflexivas (sobre cuja importância falam tantos autores!) (...) tempo para o desenvolvimento de uma cultura profissional e para a celebração de um "espírito de corpo". (...)".