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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

empirismo

15.07.11

 

 

 

Quando se discutem mais horas para o português e para a matemática, é bom que se inscreva a ideia de que não estamos no domínio do novo nem sequer no fim da história.

 

É mais correcto falar-se em ignorância do que em conhecimento no que se refere à forma como cada cérebro aprende. Sabem-se muitas maneiras de ensinar um conteúdo, mas é difícil hierarquizar a eficácia dos métodos de ensino. Sabe-se também que só com repetição e esforço se aprende mais; isso é seguro.

 

Quem faz melhor do que nós é adepto há muito da escola total e despreza as ideias de mais do mesmo ou de sobredosagem do núcleo do denominado back to basics. Não se iludem as causas das dificuldades de aprendizagem com a colocação do que se passa nas escolas como o centro dos problemas. Há muita vida para além das escolas; e vida decisiva.

 

Acompanhei bem de perto uma escola que começou como território de intervenção prioritário, com baixos resultados de alunos, e que cerca de treze anos depois passou a referência em vários domínios, com excelentes resultados de alunos. Nos primeiros anos, os alunos beneficiavam de apoios em massa em português e matemática de modo a que a carga curricular semanal subia para cinco, seis e sete aulas. Por imperativos financeiros (fim das horas extraordinárias generalizadas), os apoios passaram a ser muito selectivos. Reduziu-se muito o "mais do mesmo" e, apesar disso, os resultados não deixaram de ser os relatados.

o tal rei de corinto

15.07.11

 

 

 

 

A lenda de Sísifo foi de tal modo apreendida pelo sistema escolar português que se tornou no seu modismo preferido. A nossa organização escolar parece viver em permanente desorientação. Nada perdura. O que acaba começará mais à frente com uma denominação diferente. O back do basics, a interdisciplinaridade, a área-escola, a formação integral e por aí fora são exemplos do que afirmei.

 

Quando a falta de dinheiro é uma evidência e os desvarios financeiro e organizacional são as causas, instala-se um ruído ensurdecedor. As evidentes contradições entre a DGRHE e quem governa explicam uma boa parte do problema português.