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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

encruzilhada

14.07.11

 

 

A elevação do grau de autonomia das escolas confere mais civilidade a uma sociedade e ponto final. Apesar do chavão "a autonomia não se decreta, exerce-se", existem demasiados decretos a dificultar a afirmação das organizações escolares. Os modelos de avaliação são exemplos disso: a má burocracia preenche todas as áreas, desde os modelos para alunos ou professores, passando pelos das escolas ou dos órgãos de direcção.

 

Mas há umas evidências que inevitavelmente assustam muitas pessoas. É que para além do caciquismo ainda ser um hábito nacional, os últimos tempos têm revelado fenómenos arrasadores quando se vão conhecendo as invenções que as escolas conseguem no modelo de avaliação de professores. Se a este estado de sítio somarmos as características de muito poder municipal, compreendemos a encruzilhada em que se mete quem se dispõe a decidir nos domínios da descentralização e da desconcentração dos poderes do estado.

da queda

14.07.11

 

 

A má propaganda é muito nociva. O anterior governo transformou os resultados dos exames na mais descarada manobra mediática; valia tudo. Tinha até uma certa piada colocar os antigos governantes a comentarem os piores resultados de exames que se verificaram nos últimos anos: os deste ano.

 

Já li uma série de opiniões sobre as causas. Haverá, decerto, quem argumente com o aumento do grau de dificuldade ou com a a constante alteração da criterização. É correcto. É quase impossível comparar resultados nestas condições.

 

Todavia, estamos na presença de alunos do 9ºano que nos últimos seis anos foram sujeitos às célebres medidas reformistas, mas que também assistiram a quatro quedas fundamentais no seu país: a maior desautorização dos professores que a história conheceu; a constante terraplenagem da cultura organizacional das escolas; o aumento da infantilização e do excesso de garantismo consubstanciado em resmas de má burocracia; a bancarrota por excesso de consumo e de maus hábitos educativos.

 

Mas já se sabe: os culpados vão ser os professores. Começa a faltar a paciência, realmente.

 

Resultados dos exames do 9º ano são os piores dos últimos anos