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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

das ilusões

09.07.11

 

 

Aqueles que nunca se enganam nos resultados depois dos acontecimentos se terem realizado obrigam-nos a abanar a cabeça na horizontal. É curioso, mas esses infalíveis também costumam assinar um pacto com a infelicidade e nunca vencem o que quer que seja: mesmo nos momentos das vitórias concludentes fazem de imediato o aviso de-que-nunca-se-sabe-e-na-próxima-talvez-seja-impossível-de-repetir-e-por-aí-fora.

 

O que está a acontecer com os professores portugueses tem origem nesta família de problemas. Foram averbando vitórias sem nunca atingirem o sucesso definitivo. Foi de tal modo que a atmosfera se transformou na da mais dura das derrotas. Ultimamente, festejaram uma vitória no parlamento que o presidente da República adiou e ouviram palavras encorajadoras do actual primeiro-ministro que não se vieram a confirmar. Sejamos directos: Pedro Passos Coelho faltou à palavra. Apesar de tudo, devem ser formuladas duas interrogações: existem professores que já sabiam que o primeiro-ministro estava a dizer inverdades? Há quem confunda um momento de festejo com opções ideológicas e políticas?