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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

as escolas e as escalas

04.07.11

 

 

Os mega-agrupamentos continuam na ordem do dia e a discussão não sai, naturalmente, da redução da despesa. Dá ideia que apenas a conjugação do verbo agrupar sobreviveu ao pedido de férias da sensatez. Há outras formas de cortar na despesa - através do sentido lato de software e não apenas de hardware na gestão administrativa do sistema escolar, por exemplo - sem ser necessário amontoar escolas e provocar escalas de gestão impossíveis de humanizar. A desumanização é, ou devia ser, uma despesa intolerável.

Quando o descontrole se institucionaliza, os decisores trocam de cadeiras. Criam problemas de gestão sem se ler uma linha sobre o modo de organizar a partir de dentro; afinal, o fundamental para todas as variáveis em análise. Os que propõem a coisa parece nada saberem sobre a operacionalização do assunto. E há muito para dizer, porque não se pode aumentar a escala, e a dispersão dos edifícios, sem alterar o modelo organizacional.

desgostoso e levemente enojado

04.07.11

 

 

"Desgostoso e levemente enojado" é o título deste post do blogger José Luiz Sarmento que deve ser lido com a atenção.

Considerei natural a satisfação com a derrota do anterior governo. Depois de tudo o que se passou, não era de esperar outro sentimento. Todavia, não deixa de entristecer ver o comportamento clubista dos que agora nada vêem. Retirei o seguinte pedaço:

 

"(...)Ligeiramente indecente, além de completamente equivocado, foi o gáudio com que grande parte da blogosfera docente recebeu os resultados eleitorais. Muitos colegas nossos deslumbraram-se tanto com a derrota de José Sócrates que ficaram cegos à vitória de Passos Coelho. Temos hoje um governo com o mesmo universo mental do anterior. Um universo mental que não lhe permite sequer conceber um sistema de avaliação que não radique no neotaylorismo em vigor - na educação, mas também na saúde, na justiça, na segurança e sobretudo, com efeitos particularmente perniciosos, no sector privado. Um governo que fala sem pudor, tal como o precedente, em 'recursos humanos'; e que não conhece nem pode imaginar qualquer forma de organização social que não tenha no centro, sob mais ou menos camadas de verniz politicamente correcto, a escravatura pura e simples. Um governo que fala de mudança mas teme a alternativa. Um governo europeu, enfim; e não é preciso dizer mais."