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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da municipalização

06.06.11

 

 

Quando se defende uma maior municipalização da Educação, é curial que se considere que não somos um país do norte da Europa. É, para além de tudo, um assunto em que as ideosincrasias pesam.

 

Se por acaso a maioria de direita estiver a pensar nisso, e considerando o facto do PSD ser um partido com forte pendor local e em que o caciqusmo fez escola, era bom que primeiro se aplicassem as fusões de autarquias por exigência do memorando e que depois se pensasse em ouvir os sobreviventes.

queda na real

06.06.11

 

 

 

Uma enorme franja do PS embeveceu-se com os aplausos da direita, só Lacan explicará bem a coisa, e maquinou uma série de "reformas" com um denominador comum: sistemas que previam tudo menos a existência de pessoas.

 

Não foi preciso muito tempo para caírem na real. Acordaram com um país na bancarrota e com a esquerda varrida eleitoralmente. Se o único argumento de autoanálise que lhes resta é apontarem como papões os parceiros de 2005 a 2008, bem se podem escudar na personalidade do chefe da tragédia que não evitarão a longa duração da memória dos eleitores.

sem remédio?

06.06.11

 

 

Sabemos que a economia de mercado é hegemónica e que o triunfo do capitalismo é inequívoco. Não será o fim da história, mas para já é assim. Governar à esquerda ou à direita deveria ser diferente e não só em relação a um conjunto de valores históricos. A forma como se governam os bens públicos é um critério e não se trata apenas de mais ou menos privado. Embora isso seja decisivo, a eficácia da gestão pública e a capacidade de regular a privada são assuntos de Estado. Se ambas o fizessem bem a democracia só agradecia.

 

Pelo que vi ontem à noite, temo que a esquerda não tenha aprendido a lição. Os comentadores ditos desse espaço não se cansaram de elogiar a governança portuguesa entre 2005 e 2008. Foram claros: esse período foi do agrado da direita e para um governo de esquerda ter uma avaliação positiva tem de receber esse aplauso e nunca do eleitorado do seu espaço político. Governar contra as pessoas parece ser um critério da direita. Este estranho e venerador caminho tem sempre resultados desastrosos. É fácil começar as "reformas" e a avaliação só se faz mesmo quando chegam os resultados.

 

A esquerda tem de romper com esta dependência e libertar-se dos maus actores que fizeram o palco nos tempos recentes. A nossa democracia precisa de contar com uma alternativa real. Os últimos 20 anos anos têm os resultados que se conhecem.