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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

bem sei

28.05.11

 

 

Está no DNA de muita gente a aversão à direita política por causa do que se passou antes de 25 de Abril de 1974; percebo do que falam.

 

Passados quase 40 anos da revolução dos cravos, estamos na bancarrota. O tempo de governo foi dividido pelo PSD e pelo PS e não se notaram grandes diferenças, a não ser em temas ditos fraturantes.

 

Nesta primeira década do milénio, podemos afirmar que o PSD, com a muleta do CDS, só não foi tão desastroso como o PS porque não teve tempo; ressalve-se que fica a sensação que Santana Lopes era um menino de coro se comparado com a trupe que nos desgovernou na segunda metade.

 

Em 2005, o PS recebeu uma inédita maioria absoluta muito por causa da ressaca da nossa direita desvairada. E começou cedo a dar asas ao seu snobismo-em-versão-hugo-boss-para-cima. Nas presidenciais de 2006 hostilizou Manuel Alegre e nas seguintes fez-lhe o mesmo; sempre em nome duma cooperação estratégica e com vergonha dessa-coisa-dos-esquerdistas-radicais.

 

É, portanto, caricato o apelo de Manuel Alegre. Compreende-se o eterno ressentimento com a direita, só que quem o excluiu foram estes socialistas e José Sócrates. Mais até, e por ironia, do que o centro e a direita; principalmente nas primeiras presidenciais.

 

O carácter de um homem não se mede pela ideologia. O fanatismo tem uma negatividade ambidestra. Os eleitores de esquerda não clubistas só estão a fazer aquilo que é necessário: livrarem-se dos falsos em nome do país.

 

“Se excluem Sócrates, excluem-me a mim”, diz Manuel Alegre

cómicas

28.05.11

 

 

São de abanar a cabeça na horizontal as personagens citadas na notícia. Realmente, há dirigentes socialistas que espelham bem o estado em que está o país. É a malta-da-grande-oportunidade-perdida-mas-que-fica-com-o-que-lhes-interessa:-altos-padrões-de-consumo.

Em vez de o confessarem em surdina (como se pode ver pelas declarações de Almeida Santos), tinha sido melhor que tivessem tido a coragem de enfrentar internamente o chefe do governo de gestão. Tinham poupado o país. Agora só lhe resta não votar no PS e pensarem nos interesses gerais.

 

Socialistas irritados com Almeida Santos por ter admitido demissão de Sócrates