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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

têm a palavra os sindicatos dos médicos

26.05.11

 

 

 

 

 

 

Li e nem queria acreditar. Lembra-me histórias recentes na avaliação de professores.

 

A nova avaliação do desempenho dos médicos, e de acordo com a portaria, só se aplica a médicos não sindicalizados. O articulado diz assim:

 

"(…)
“Artigo 2.º
Âmbito
1 — A presente portaria aplica -se, exclusivamente, aos trabalhadores que, de entre os universos previstos nos n.os 2, 3 e 4, não se encontrem filiados em qualquer associação sindical.(...)."

imagino

26.05.11

 

 

 

 

 

Imagino o clima de entropia mental que estas declarações provocam em seres cheios de certezas bem engavetadas. Ainda há dias no debate entre Louçã e Portas percebi mais uma vez o acontecimento. A crise que atravessamos remete-nos para uma direita que desespera por conservar soluções do passado e que aglutinou para o desastre a chamada terceira-via-socialista.

Uma nova esquerda, e quiçá uma nova direita (mas isso é lá com eles), tem de se refundar num discurso governativo que se mostre capaz de fazer diferente em domínios essenciais: combater mesmo a corrupção e organizar os serviços públicos com filosofias de gestão que coloquem mesmo as pessoas em primeiro lugar.

 

Pedro Magalhães. "O eleitorado do BE é mais liberal no sentido económico que o do CDS"

 

"O especialista em sondagens acha que quando Francisco Louçã fala de economia os eleitores do Bloco "pura e simplesmente" não estão a ouvir."

têm a palavra os médicos

26.05.11

 

 

 

 

Ou seja: os génios do SIADAP descobriram o seguinte milagre de resolução de problemas: uma pessoa está doente, vai ao médico e no momento da alta do hospital debruça-se sobre uma série de indicadores e escolhe os descritores adequados à pontuação referente à atitude profissional e de comunicação dos médicos.

Para além dos papéis com as prescrições médicas e dos que justifiquem as faltas profissionais, até à satisfação das receitas e ao mal-estar provocado pela maleita, o doente ainda tem que se concentrar numa avaliação que, para ter rigor, deve estudar previamente?

É claro que tudo isto passará por conhecer também os objectivos individuais do avaliado e relacioná-los com os da instituição hospitalar e com os desígnios do serviço nacional de saúde (ou do privado ou do social). Mas esta gente vai mesmo aos hospitais? Se não vai devia ir e exigir um internamento de longuíssima duração. 

 

A saga do esmagamento burocrático das classes profissionais está apenas adormecida.

 

Atitude dos médicos vai contar para a avaliação de desempenho

 

"(...)A atitude profissional e comunicação dos médicos nomeadamente perante os doentes vai ser um dos parâmetros obrigatórios na avaliação de desempenho da classe, que só terá efeitos práticos em 2012, de acordo com a portaria que procede à adaptação do Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho (SIADAP) aos trabalhadores integrados na carreira especial médica.(...)"