Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

da autenticidade

21.05.11

 

 

 

É muito difícil, por muito dedicados que sejam os assessores de imagem e da estratégia comunicacional, não dizer ao que se vem na política. Só os mais oportunistas é que não se preocupam com os efeitos históricos dos seus comportamentos; acreditam que tudo se manipula: até o tempo. 

 

Pedro Passos Coelho segue um caminho com alguns riscos: deixar o CDS quase à vontade e tentar captar votos do centro para a esquerda para vencer o PS. Pretende uma maioria para governar e não se queixa, pelo contrário, por não conseguir uma maioria absoluta.

 

As recentes polémicas à volta do programa do PSD para Educação são um exemplo do que acabei de escrever. Se Pedro Passos Coelho não estiver a ser autentico, terá um destino parecido ao do actual primeiro-ministro e durará ainda menos tempo; nos mandatos e na voz.

 

Se acontecer essa falta de autenticidade, a queda de um próximo governo dependerá do peso da trágica herança de José Sócrates. Ou há alternativas autenticas no PS ou a democracia não perdoará o que se passou nestes últimos anos.

 

A mentalidade de exército partidário que se sobrepõe aos interesses do país foi fatal para o PS e terá um incalculável tempo de duração. José Sócrates e Lurdes Rodrigues pediram desculpas aos professores antes das legislativas de 2009. Estavam a mentir. O PS tem de pedir desculpas autenticas (com actos políticos): pela Educação e pelo estado do país; não pode continuar na estratosfera e num registo clubista e de insensibilidade à dor.

 

É claro que a economia continua no topo das causas. Se não correr mal nesse domínio, o próximo governo respirará e a tal herança do PS pesará toneladas.

da blogosfera - a educação do meu umbigo

21.05.11

 

 

Uma excelente leitura.

 

E apesar da excelência de alguns dos nossos académicos, não deixa de ser impressionante como parece que ninguém defendeu o eduquês, a nova gestão pública e por consequência a "nova" gestão escolar, o modelo de avaliação de professores com prestação de contas fora da sala de aula e em inferno de má burocracia e por aí fora.

passos coelho versus sócrates

21.05.11

 

 

Vi o directo com pouca atenção e, muito mais tarde, num canal de cabo a repetição. O ainda primeiro-ministro, e para além de tudo o que se sabe, já enjoa. Repetitivo, cansativo, inoportuno, sei lá: já não o consigo ouvir mesmo.

 

A Educação foi eliminada do debate. Dá ideia que a utilização dos professores como arma de arremesso eleitoral está a chegar ao fim. Se nestes debates tem de existir um derrotado, o chefe do governo de gestão fez tudo para isso. Pedro Passos Coelho precisou de ser apenas uma pessoa normal e de ignorar a sofisticação de José Sócrates.