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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

louça versus portas

19.05.11

 

 

 

No momento em que a crise financeira preenche o debate político, Francisco Louçã demonstrou estar bem preparado. Os seus argumentos sobre a reestruturação da dívida estão bem construídos e Paulo Portas foi politicamente atropelado.

 

Um detalhe que me ficou dos anteriores debates, foi quando Francisco Louçã foi firme no não pagamento da parte dívida derivada da corrupção (disse que se sabia bem quanto era) e em que José Sócrates, pasme-se ou não, o acusou de demagogia primária. A corrupção e a reestruturação têm pontos de ligação. Desde esse debate, e não por causa dele, já são muitas as figuras internacionais que defendem a reestruturação da dívida.

 

A não presença do bloco nas negociações com a troika foi bem explorada por Paulo Portas. Os partidos da esquerda têm de rever essas posições para se apresentarem como soluções de governo aos olhos dos eleitores.

ouçam

19.05.11

 

 

Os cidadãos que exercem cargos políticos nos países da União Europeia têm definitivamente de ouvir, mas mais do que isso: têm de perceber que o que nos levou à hecatombe não pode regressar incólume; há que mudar de vida enquanto há tempo.

 

O Norte de África e o Médio Oriente não são assim tão distantes. Os países da Europa do Sul já receberam os sinais das "gerações à rasca" e - como acontecerá no caso português - quando as campanhas eleitorais terminam há um rápido regresso ao real. Aqueles que glosaram com o facto de nada de drástico ter acontecido depois das manisfestações, que não se convençam que os protestos nunca atingirão outra dimensão. E mesmo os países mais fortes do centro da Europa que se cuidem: as campanhas eleitorais internas, que duram há meses, também terminarão e os palpites sobre as férias dos outros deixarão de anestesiar.

 

Zapatero diz que é preciso ouvir os manifestantes das Portas do Sol

 A Junta Eleitoral proibiu as manifestações mas milhares de pessoas não lhe deram ouvidos e juntaram-se nas Portas do Sol, em Madrid. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, já veio dizer que “é preciso ouvir” os manifestantes.