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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

louçã versus passos coelho

17.05.11

 

 

Esqueci-me e só apanhei o debate no momento em que se falava nas novas oportunidades. A muito válida ideia da certificação e da validação de competências foi completamente atropelada pela propaganda e pela manipulação mediática. As pessoas que, com esforço, voltaram à escola foram maltratadas por um governo inclassificável. Também os profissionais da Educação envolvidos não mereciam o estado a que isto chegou.

perfis elegíveis

17.05.11

 

Na altura não me convenci, mas passados quase dez anos começo a dar mais credibilidade à impressão de um presidente de uma associação de municípios de uma região portuguesa com elevado potencial turístico.

 

Os portugueses elegem para as presidências das câmaras quem tenha dado provas de chico-espertice na sua vida pessoal e de alguma desenvoltura na corrupção; é uma eleição local e em que esse conhecimento das pessoas é fundamental, foi a opinião. Trabalho com vários e não tenho dúvidas do que acabei de afirmar; as várias dimensões da corrupção são uma doença nacional.

 

Não tinha pensado muito no assunto e fiquei hesitante. Talvez o meu interlocutor soubesse mesmo do que estava a falar. Fiquei atento e cada vez lhe dou mais razão; e o fenómeno está longe de se circunscrever às autarquias.

 

Talvez as novas gerações sejam um bocado mais exigentes. 

o inferno da medição

17.05.11

 

 

 

A patologia da medição está a arrasar a cultura humanista associada ao ensino. Há várias explicações para o fenómeno. Podemos evidenciar umas quantas: os decisores macro estão viciados em indicadores quantitativos, perderam a noção de ser humano e alimentam-se de dados que não se comovem com a qualidade das relações; a promoção da desconfiança entre as pessoas é arma principal do inferno da medição.

 

Se foi a corrupção ao estilo americano que nos empurrou para onde estamos, como disse Joseph Stiglitz, também é proveniente do mesmo sítio a paranóia quantitativa e actual que quer controlar as populações em benefício de quem vive em ambiente desregulado.

da anarquia

17.05.11

 

 

A propósito do debate à volta da anarquia nas organizações, é interessante ler as citações de Michael Cohen e de James March“as pessoas interessantes e as organizações interessantes elaboram teorias complexas de si próprias. Para o realizar precisam de complementar a tecnologia da razão com uma tecnologia da loucura. Por vezes, os indivíduos e as organizações necessitam de modos de fazer as coisas para os quais não têm boas razões. Necessitam de actuar antes de pensar”.

operação mãos limpas

17.05.11

 

 

Sintonizo a RTP1 e decorre o prós e contras. Alguém sentencia: a fraude e a corrupção é que nos levaram para este buraco; precisamos de uma operação mãos limpas. Não conheço a pessoa, mas sei que corre o risco de ser considerado um lunático e um perigoso agitador. A questão que se coloca é curial: como realizar o exercício de depuração?

 

Atingimos um ponto tal, que sublinhar estas coisas óbvias é o dever de quem se preocupa com o futuro do país. O radicalismo discursivo situa-se cada vez mais nos registos que nos querem fazer crer que tudo ficará como antes e que a dor é impessoal. A democracia merece mais.