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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a escola e as campanhas eleitorais

15.05.11

 

 

Talvez não seja ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas organizações serem estudadas, e de a forma como organizam a sua oferta estar no centro do debate político das sociedades actuais, podemos inscrever uma lógica de desconhecimento quando pretendemos conhecer quais as filosofias de gestão e as culturas organizacionais que estão em confronto.

 

Há caminhos diversos quanto há forma como as redes escolares se vão estruturando, mas o reconhecimento das escolas como organizações com características próprias é um universo de estudo que começa a dar os primeiros passos.

 

São cada vez mais os investigadores que referem o elevado caderno de encargos da escola como a componente essencial da crise actual da instituição. Se lhe associarmos o escasso tempo que as famílias dedicam à educação das crianças e dos jovens, encontramos um problema que não respirará melhor com um debate político minado pela propaganda, pela manipulação e pelas receitas de analistas que sabem-de-tudo-e-de-mais-alguma-coisa.

naturalidade

15.05.11

 

 

 

Não compreendo como é que Ferro Rodrigues, e outras pessoas do género, se metem na campanha deste PS, dizia-me um simpatizante do partido da rosa murcha que só sabe que não votará PS. Longe de ter certezas nestas coisas, adiantei algumas pistas.

 

Ficarem bem vistos pelas bases da família para a etapa que esperam que se siga, pode ser uma hipótese. Também têm uma dívida de gratidão com o actual chefe que se bateu com denodo pelas políticas educativas que o núcleo do ISCTE desenhou. Ferro Rodrigues, Vieira da Silva e filhos, Maria de Lurdes Rodrigues, Jorge Pedreira e por aí fora, convenceram-se que a igualdade de oportunidades na Educação passava pela proletarização dos professores através de uma férrea burocracia de prestação de contas (modelo bebido numa visita presidencial de Jorge Sampaio ao Chile) que os poria a laborar 50 horas por semana (epifania que iluminou o cérebro de Jorge Sampaio numa rápida visita a um país nórdico).

 

O que estas mentes solidárias, e sem dúvidas, não esperavam, é que o laboratório de políticas sociais da sub-família que integram produzisse um monstro de quase fascismo por via administrativa. Disfarçam o peso na consciência porque se habituaram ao convívio com a oligarquia dominante, donde recebem as migalhas que fazem com que se sintam acima dos humanos, insensíveis à dor e ainda elegíveis.

ideias, projectos e pessoas

15.05.11

 

 

Não o conhecia, estive com ele umas duas horas numa acção de campanha e fiquei com a impressão que é uma excelente pessoa, é o que me têm dito alguns militantes do PS local a propósito de terem de votar em Basílio Horta. Sorrio e abano interiormente a cabeça na horizontal com esta capacidade de aferição instantânea de carácter. Nestas situações, lembro-me sempre daquele antiga expressão (é mais ou menos assim): se queremos ser elevados discutimos ideias, se somos inteligentes confrontamos projectos e se falamos de pessoas somos primários. Não comento e sigo a minha vida.

 

Não conseguimos fugir às três condições, mas o tempo político que lhes dedicamos parece-me fundamental. É claro que o carácter e as características da personalidade são importantes e o que mais me impressiona neste PS é a ausência de ideias, o vazio de projectos e o fanatismo clubista à volta de pessoas. É um estranho eucaliptal onde tudo se faz para que o chefe ganhe e se mantenha um inconfessável cimento.