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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

passos coelho versus portas

13.05.11

 

 

Não me comoveram. É mais do mesmo em quase todas as políticas. Reafirmaram a candidatura a primeiro-ministro, o que se pode considerar natural se se olhar para quem exerce actualmente essa função. Se Paulo Portas fosse eleito nessa condição, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa teriam motivos para impugnarem os resultados com base em irregularidades sub-aquáticas e dados objectivos para alegarem incompreensão pelo facto dos eleitores portugueses não olharem os extremos de forma ambidestra.

ideossincrasias eleitorias

13.05.11

 

 

A democracia que nasceu com o 25 de Abril de 1974 ficou marcada pelos 2 anos de PREC. Os excessos dos movimentos populares foram naturais e foram "sufragados" pelos partidos que hoje estão na Assembleia da República (o bloco nasceu depois, mas os que lhe deram origem estavam por lá).

 

O fim do PREC foi também natural e criou um arco governativo com os partidos do centro para a direita. A maioria da sociedade portuguesa, que aguentou pacificamente 50 anos de ditadura, regressou a uma via conservadora, mas desta vez democrática.

 

34 anos depois, os partidos do arco governativo enfrentam uma bancarrota de que foram cumplíces. Todavia, a maioria dos eleitores e os principais fazedores de opinião continuam a excluir os mais voluntaristas do PREC das soluções governativas e ironicamente dizem que o país pensa e vota quase sempre à esquerda. Que raio de contradição.

estado rapina?

13.05.11

 

 

Mais de 65 mil pessoas têm carta caducada e estão em risco de condução ilegal

 

Um leitor identificado pediu-me para contar e publicar a sua história:

 

"Também estava nessa situação e paguei 150 euros para voltar à legalidade num país que ensandeceu. A minha carta de condução era válida até 2024, tinha passado pelo controlo da polícia há pouco tempo e por acaso ainda recentemente na loja do cidadão, aquando do processo do cartão único, o funcionário me reafirmou a validade.

Um familiar deu-me conta da possível ilegalidade. Liguei de imediato para a fundação que agora trata do assunto, IMTT, donde me garantiram que tinha até ao mês da data de emissão, Outubro de 2011, portanto, para tratar da coisa. Foi de loucos. Um regresso a Kafka. Afinal não era a data de emissão, mas a de aniversário que tinha ocorrido há menos de uma semana. Poupo o leitor a peripécias.

Falei pelo telefone com um dos delegados da fundação. Percebi que a norma europeia foi tratada de outro modo nos estados de direito. Foi enviada uma nova carta de condução com as novas datas de validade. Nos estado de rapina é diferente: tenho de ir ao IMTT com um automóvel com travão de mão entre os assentos da frente, sem mudanças automáticas e mais sei-lá-o-quê. Se não tivesse sido a longa militância na luta dos professores, talvez andasse com a carta por revalidar e a recorrer aos tribunais."

 

 

 

louçã versus jerónimo

13.05.11

 

 

Um debate cordato.

 

Quando dizemos que um dos candidatos tem uma característica, não significa que estamos a afirmar que o outro não a tem ou coisa do género. Francisco Louçã demonstra ser uma pessoa bem informada e Jerónimo de Sousa dá ideia de ser sensato, tolerante e capaz de consensos. Com todo o respeito pela afirmação das diferenças que ambos sublinharam, pareceu-me que a solução de dois em um (sonharam com três em um?) em termos eleitorais está a fazer os seu caminho. Há um detalhe fundamental: a inexistência de qualquer prestação de contas pelo exercício governativo continua a ser um estorvo inultrapassável para pensarem em ganhar estas eleições.