Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

no dia seguinte

03.05.11

 

 

Sabemos que a diplomacia internacional se exerce no espírito das guerras. Podemos dizer o mesmo de algumas campanhas eleitorais e das desavenças entre os estados e os movimentos armados que se classificam como terrorismo.

 

A eleição de Obama foi um momento histórico inesquecível. O pragmatismo das campanhas eleitorais lá fará as suas exigências, mas não gostei de ver tanto regozijo pela morte de um ser humano; mesmo que se tratasse de Bin Laden.

comparações ao intervalo

03.05.11

 

 

No intervalo do jogo Barcelona x Real Madrid aconteceu mais um episódio da saga portuguesa que me levou a desconfiar do que estava a ver.

 

Recorri a comparações e nem consegui ouvir o teor da coisa.

 

A comparação fica em imagens e cada um fará o juízo que entender.

 

O desaparecimento de Trotsky.

 

 

O aparecimento do bode expiatório, ainda ministro das finanças e dos amendoins, que deve estar estupefacto com a incapacidade para se digerir os excessos de sementes comestíveis.

 

 

Com a cortesia da Isabel Silva.

julgamento

03.05.11

 

 

Recebi por email com identificação credível.

 

Dia 3 de Maio, pelas 9h15um julgamento que nos remete para os tempos da ditadura…
Os réus: Margarida Fonseca Santos (autora), Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira (ex-directores do Nacional D. Maria II) – somos acusados, pelos sobrinhos de Silva Pais, dos crimes de difamação e ofensa à memória de pessoa falecida. No seu entender, denegrimos a imagem do último director da PIDE com a adaptação para teatro do livro A Filha Rebelde (de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz), feita para o TNDM em 2007, com encenação de Helena Pimenta.
O Ministério Público não acompanhou a queixa.
Conquistámos, no 25 de Abril, a liberdade de expressão, que está agora posta em causa. Mas, mais grave ainda, esta é uma tentativa de branquear a imagem daquele que foi o responsável máximo da PIDE – a polícia política que perseguiu, torturou e matou muitos opositores ao regime, entre eles o General Humberto Delgado.

Pedimos que divulguem isto aos quatro ventos.

 

Um abraço

de neo a ultra

03.05.11

 

 

 

É estranho ouvir pessoas do grupo "mais sociedade" dizerem que desconhecem o que é o neoliberalismo e depois ouvi-las, como no último expresso da meia-noite, a teorizar sobre a avaliação de pessoas. Se não desconhecem a história, então são um caso que se deve considerar.

 

Francamente: dizer que a avaliação das pessoas tem de ser uma exigência diária que institua a meritocracia, é uma linguagem bem-pensante e sedutora que se pode transformar em totalitária, como é exemplo o caso France Telecom. A avaliação do desempenho profissional tem de ser discutida no âmbito da sua aplicabilidade. Para percebermos o que querem estes ultraliberais, temos de os obrigar a determinarem com rigor a medição dos resultados da produção e a estabelecerem quem-avalia-quem. Como alguém disse, nem um calceteiro pode ser avaliado de um modo puramente quantitativo e meritocrático.

 

Quando estas espécies de políticos se escondem na negação do neoliberalismo, trazem à memória os outrora novos liberais que diziam que Keynes, Stuart Mill ou Adam Smith tinham sido liberais da mesma colheita anglo-saxónica.

 

Espalham-se duplamente. Os tempos são outros e os pensamentos dos autores citados estão escritos e contextualizados. As propostas que a "mais sociedade" apresenta, evidenciam o serviço do neo no neoliberalismo e sustentam às claras o argumentário dos que apontam para um liberalismo contemporâneo que tem muito a ver com Milton Friedman e que está fora de Keynes, de Adam Smith ou de Stuart Mill.

 

É um liberalismo com neo que branqueia poderes privados não sufragados pelo voto e que estão acima de qualquer prestação de contas. Essa "mais sociedade" só se importuna com o poder político, mesmo com o que tem legitimidade democrática.

 

É um liberalismo que "desconhece" a "cartelização de capitais" e que tem influência suficiente para nos penhorar a todos sem remissão. Pois é. É um liberalismo que justifica um prefixo ainda mais nocivo: ultra, por exemplo.

 

"cartelização de capitais", que também negarão servir, repito, é a que nos exige um soldo para termos direito ao oxigénio e ao emprego.