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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

espera-se a reacção

01.05.11

 

 

Daqui.

 

Não sabemos da exactidão das afirmações. Nada me diz que a tendência para as inverdades já contaminou a actual CEO do ME. Cá para mim, os sindicatos não consideraram os indicadores do modelo imensuráveis e acreditaram, como bons lusitanos, que aquelas coisas das pontuações e das quotas se resolviam depois no espírito deixa-me-safar-agora-que-o-futuro-está-distante. Pois é. O tempo é tramado e continua fora da vontade dos homens.

ai estes finlandeses

01.05.11

 

Essas coisas das cópias e das imitações dão sempre maus resultados. Se fosse um professor português a dizer coisas como as que vai ler era um corporativo, mas como é um finlandês o comportamento muda: ouvem, engolem e amanhã já ninguém se lembra. Escolhi umas partes, mas se seguir o link lê a entrevista toda. É interessante.

 

 

Os finlandeses querem que os filhos sejam professores

(...)

Defende que um dos segredos do sucesso finlandês é a qualidade do ensino primário. Por que é que os professores da primária têm tanta popularidade? 
Tem muito a ver com a nossa história. A Finlândia só é independente há 100 anos e os professores primários eram colocados por todo o país para espalhar a identidade nacional. É umas razões que explicam uma popularidade tão alta. Ser professor primário é tão prestigiado como ser médico ou advogado: os pais querem que os filhos sejam professores primários e, quando perguntam aos miúdos que acabaram o secundário que carreira querem seguir, a profissão surge nos dois primeiros lugares.
E muitos dos que têm essa ambição não a conseguem alcançar, porque é muito difícil entrar para o curso. 

(...)

Por que é que ser professor primário é tão apelativo? 
Uma das coisas mais importantes é a autonomia, em que cada professor organiza o trabalho como entende, por isso a questão da avaliação é muito sensível. As aulas estão muito fechadas sobre si mesmas, o que é uma força do sistema mas também uma fraqueza. Mas o facto é que os pais confiam nos professores e nas escolas.

(...)

Moral da história? 
A forma como os países conseguem bons resultados é completamente diferente. Esse é o reverso da medalha destes estudos internacionais que incentivam a imitação. Os países podem aprender uns com os outros, mas tem que se ter muito cuidado em transplantar modelos.

do demónio

01.05.11

 

 

"Sócrates não é um populista que atraia benesses, mas um exímio manipulador das massas que controla pelo medo".(...)"Não há um problema pessoal com um homem, há um problema político com um homem, José Sócrates. Não é com o PS, transformado em marioneta, nem com o governo, inexistente, é com José Sócrates."(...)"Metade dos portugueses odeia este homem. A palavra é deliberadamente escolhida, porque caracteriza a intensidade da sua rejeição por bons e maus motivos, porque não há apenas os bons motivos, mas também algum corporativismo à mistura, como se passa com os professores, os únicos que o venceram até agora."(...)"

 

O que acabou de ler foi escrito por Pacheco Pereira e publicado no Público, impresso, de ontem. É espantosa e estranha a contradição. Apenas os professores venceram o chefe do governo de gestão, mas foram motivados pelo corporativismo e não pelo combate às más políticas, que Pacheco Pereira reconhece, nem tão pouco pelo facto de José Sócrates ter tentado manipular as massas com uma tentativa de controle dos professores pelo medo. Pacheco Pereira deve estar intoxicado por alguém familiarizado com modelos de avaliação com dezenas de indicadores e centenas de descritores.