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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

ponto de uma situação

31.05.11

 

 

 

 

 

Não serem sugados pelas forças institucionalizadas, tem sido um dos méritos de muitos bloggers.

E lembrei-me disto ao reler uma excelente entrevista ao filósofo José Gil na Pública. A páginas tantas responde assim: 

Pergunta: "Diz no seu livro Portugal, Medo de Existir que o espaço público deixou de existir e que foi substituído pela comunicação social. É esta que dita que o movimento se faça numa direcção ou noutra."

Resposta: "Acho que é cada vez mais isso. A comunicação social suga essas pequenas forças, que não estão ainda institucionalizadas."

ainda sem a aplicação do memorando

31.05.11

 

 

 

Para este PS até deve ser uma quantia elevada e a justificar a exigência de um relatório de avaliação com sete dezenas (para respeitar a ala cabalística) de indicadores. Quem não tem de prestar contas são os-varas-os-rui-pedros-e-por-aí-fora, que, convenhamos, merecem auferir um bocadito mais.

Hora extra paga a 30 cêntimos

A redução do montante a pagar aos professores por horas extraordinárias, introduzida no início do ano pelo Ministério da Educação, tem provocado situações caricatas, com docentes a receberem quantias irrisórias pelo trabalho extra.

casualidade, casualidade

31.05.11

 

 

Uma crónica de Manuel António Pina.

 

 

"Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal."

osso

30.05.11

 

 

Não gosto de fazer posts sobre a violência nas escolas, mas não me passam ao lado os acontecimentos dos últimos dias. Há muito que se sabe que a ambição escolar da uma sociedade é decisiva para o sucesso escolar e que esse valor insuperável necessita de boas condições de vida; é assim e ponto final. Só depois, e numa fatia muito menor, é que entram as instalações escolares e o papel dos professores. É evidente que, por vezes e num ou noutro caso, um professor pode fazer a diferença.

 

Quando vemos manchetes de jornais com jovens presos ou com números da pobreza chocantes (2 em cada 5 crianças), mais se acentua o desprezo pelos pato-bravistas da parque escolar ou pelos trágicos perseguidores dos professores. Isto não é demagogia nem radicalismo esquerdista. É a dor de quem sente no osso o pulsar do quotidiano escolar.

ao que Portugal se arrisca

30.05.11

 

 

 

Imaginemos que as eleições de 5 de Junho davam como resultado uma espécie de Berlusconização lusitana, quiçá menos endinheirada mas ainda mais pato-bravista-no-geral. Se a nossa tradição cultural fosse parecida com a italiana, talvez viéssemos a viver momentos tão impressionantes como o que relata Joaquim Vieira no facebook.

"Momento único a lembrar Visconti: numa récita do "Nabucco" de Verdi em Roma, antes do bis do "Va pensiero" exigido pela audiência, Riccardo Muti fala ao público e compara a pátria em perigo, cantada no coro, aos cortes que faz na cultura italiana o governo de Berlusconi (não mencionado pelo maestro mas implícito). Pede então algo inédito: que os espectadores cantem também. No palco os cantores terminam em lágrimas."

 



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