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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dois caminhos

27.04.11

 

 

Até numa situação de crise as sociedades devem escolher entre dois caminhos: acreditarem na lógica dos regimes unipessoais e de nomeação ou optarem por teias cooperativas em que as lideranças se afirmem pela legitimidade dos sufrágios directos e universais. A história é inequívoca: as que se decidiram pelo segundo caminho registaram melhores resultados qualquer que seja o ângulo de análise. Há tempos escrevi assim:

  • pela renovação e legitimidade dos mandatos de poder - com limitação do número consecutivo nos exemplos mais avançados e prósperos - e pelo sufrágio directo e universal;
  • pela consequente divisão de responsabilidades, com aumento significativo da mobilização cívica e profissional;
  • pela liberdade de expressão, e de circulação de ideias, que proporciona níveis elevados de inovação e de espírito empreendedor;
  • pelos níveis de parcimónia, de transparência e de escrutínio na gestão dos bens comuns;
  • pela repartição da riqueza, pelos progressos no bem-estar das pessoas e nos indicadores de esperança de vida;
  • pelos inauditos níveis de desempenho profissional das pessoas e das organizações;
  • pela afirmação de lideranças fortes, segundo o seguinte princípio de simultaneidade: "os líderes sentem-se capazes do seu exercício e os liderados reconhecem essa autoridade".
No tempo que vivemos, estas ideias óbvias devem ser sublinhadas.
Quem se interessa pelas questões da Educação, sabe que os últimos governos portugueses escolheram o primeiro caminho para a gestão escolar e associaram retrocessos da forma que se conhece. Se há mudança que urge é exactamente no desígnio da mobilização. As nossas escolas foram demasiado fustigadas para que não se imponham ideais que transportem consigo o sonho e a poesia.

da avaliatite

27.04.11

 

 

Nem os brutais sinais da France Telecom ou as opiniões de quem estudou mesmo o modelo de avaliação dos professores portugueses conseguem incluir sensatez e modernidade nos raciocínios do grupo "mais sociedade". Estes proponentes da direita portuguesa são uns fanáticos da medida: humanos e parafusos são recursos da mesma categoria empresarial. Usam uma linguagem bem-pensante e tão sedutora como qualquer ideia totalitária. Resguardam-se na irrefutabilidade de tudo o que é falso.

 

No caso da justiça portuguesa, não escrevem sobre o inenarrável citius que ridiculariza o sistema de informação dos tribunais através da repetição e redundância de dados ou sequer responsabilizam a incapacidade política para que a gestão dos mesmos não se situe ao nível da traquitana do Estado. Também não se lê uma vírgula sobre a comprovada falta de qualidade da legislação. A panaceia é simples: medir os juízes em quantidade e qualidade. Estão-se mesmo a ver os resultados. Têm a palavra os juízes e os políticos que defendem sem tibiezas a democracia e a liberdade.

 

Movimento “Mais Sociedade” sugere que salários dos magistrados dependam do desempenho