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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

agenda cheia

20.04.11

 

 

Disseram-me que os técnicos da troika ficaram perplexos com o facto das próximas reuniões estarem marcadas para o dia 26 de Abril e seguintes.

 

Quem os informou foi o ministro das finanças e dos amendoins, já que o chefe do governo de gestão está ocupado com as exportações e o presidente da República em escrupuloso silêncio. A receita foi mais ou menos assim:

 

no dia 21 de Abril há tolerância de ponto da parte da tarde (não haverá reuniões no período da manhã para que os funcionários não se atrasem na arrumação e higienização das salas e possam gozar a tempo a tolerância - esta ideia partiu de uma consulta à direcção da associação de gestores portugueses que é muito ciosa dos direitos dos colaboradores de primeira linha -), no dia 22 de Abril respeita-se uma sexta-feira santa, salvo seja, nos dias 23 e 24 de Abril há o gozo do fim-de-semana e na segunda-feira, 25 de Abril, teremos o feriado comemorativo da revolução dos cravos e se nem os deputados se dignaram a comemorar o feito na Assembleia da República é bom que não se pense em marcar reuniões de trabalho.

 

Segundo a mesma fonte, parece que há quem não tenha aceite reunir com a troika porque os dramáticos frente-a-frente não foram convocados para horas de repastos e em restaurantes que impedissem qualquer altercação.

do obstinado

20.04.11

 

 

 

Já são vários os temas em que a obstinação do chefe do PS se manifestou na plenitude. Depois da avaliação dos professores, parece que usou a mesma estratégia com as contas do país e que nos deixou numa situação vexatória. As imagens das diversas reuniões com a troika são do tipo poder na rua, enquanto o chefe do governo de gestão continua em campanha pelo país. Os portugueses parece que se fartaram de vez.

 

Portugueses culpam Sócrates e Cavaco pelo estado do país

 

"São 86 por cento os portugueses que acreditam que a culpa do estado a que o país chegou é do primeiro-ministro e do Presidente da República."

 

elogio sibilino

20.04.11

 

Até para o antigo presidente da República, e histórico fundador do PS, foi difícil reconhecer o desastre dos últimos seis anos. O seu partido cometeu erros de uma ordem de grandeza ainda por apurar. Na Educação foi devastador, mas a clubite parece que desagrega o raciocínio da inteligência.

Mário Soares elogia silêncio do CDS

"Mário Soares aplaudiu o silêncio do CDS-PP na negociação da ajuda externa. No artigo de opinião do Diário de Notícias, o ex-presidente da República revela que "o PP tem estado, sabiamente, calado. Não percebeu ainda, com razão, de que lado correm os ventos. E como quer um pouco de poder, não sabe ainda com qual dos dois principais partidos se poder vir a aliar".

Já o PS e o PSD precisam, no entender do responsável, de se entender. "Precisam absolutamente de se entender, abandonando por agora, as querelas eleitorais". Soares vai mais longe e afirma "quem mais propaganda eleitoral quiser fizer, neste período, mais perde".

Para o ex-presidente da República, os partidos da esquerda radical (PCP e Bloco) "auto-excluíram-se do jogo do poder". De acordo com o mesmo, "nunca apreciaram o projecto europeu. São partidos de mero protesto. O eleitorado não percebe o que querem"."