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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o eduquês da lehman brothers

15.04.11

 

 

 

Justificou-se um especialista norte-americano em supervisão bancária: os casos do tipo Lehman Brothers e Goldman Sachs eram quase impossíveis de detectar. Eram verdadeiros labirintos burocráticos, construídos ao longo de anos, e que permitiam aos seus mentores as mais sofisticadas patranhas. O monstruoso e complexo elenco de indicadores e de descritores impedia qualquer veleidade aos auditores externos e aos clientes lesados.

 

Contudo, estas instituições tinham uma linguagem bem-pensante e sedutora que não só embeveceu o mundo académico e político como se viria a tornar totalitária se não tivesse sofrido o abalo que se conhece. É exactamente o mesmo que é preciso fazer ao monstruoso edifício de má burocracia que asfixia as nossas escolas. Sabemos que é difícil derrubar uma industria que move milhões, mas o país está num estado em que tudo deve ser equacionado e considerado possível. O belo nunca foi fácil.

hoje, 83

15.04.11

 

 

Foi difícil comemorar 83 anos de idade. Os últimos tempos têm sido cobertos com lucidez, mas difíceis para erguer um corpo que se desacomoda com aceleradas quebras de energia. Há dias, muitos, que mais parecem o último e a despedida eterniza a mágoa.

 

Talvez não gostasse de me ler a falar disto, mas resguardo-me na certeza de que não passará por aqui nos tempos mais próximos. A vontade de contar ao leitor a minha alegria teve um impulso irresistível quando li Philip Roth. O único marido dela, e pai dos seus filhos, despediu-se de um modo que não a surpreendeu quando lhe dei a trágica notícia. O escritor norte-americano fala assim do assunto: "Suicidar-me seria idiota. Mas tive alguns amigos que o fizeram. Todos os que cometem suicídio têm uma escolha, que é sair disso, mas não conseguem."

 

Parabéns mãe.

da blogosfera - duas leituras certeiras de octávio gonçalves

15.04.11

 

 

 

O quase fascismo por via administrativa do modelo de avaliação do desempenho afectaria todos os professores. Mas quem me conhece de perto sabe que o meu empenhamento nesta e noutras causas nada tem de pessoal. Não tenho qualquer problema com a minha avaliação profissional.

 

Digo isto para confessar que estou há muito cansado com esta avaliatite incontinente em que se transformou a avaliação dos professores do meu país. Chega a ser vergonhoso. Embora cansaço não seja sinónimo de desistência, começo a dar razão aos que dizem que este é um país para loucos.

 

Quem estuda o assunto sabe que avaliar professores é difícil e que não há lugar no mundo onde haja certezas a não ser na nação, outrora independente, do governo deste PS e do bullshit que o acompanha.

 

Um modelo incompetente transformou-se num motivo político tão importante como o PEC4 ou como o FMI. É disso que tratam os posts do Octávio Gonçalves com referência a duas crónicas da imprensa de referência da última quarta-feira; aqui e aqui.

ai não?

15.04.11

 

“Não vai ser rápido, nem fácil”, diz director-geral do FMI

 

Então estamos como peixe na água. Se é para complicar e tornar tudo muito difícil e impossível de aplicar, então entreguem a coisa aos mentores da avaliação de professores que têm logo a elite política e opinativa conquistada e o lumpen a aplaudir.

 

Os sindicatos marcarão umas manifestações, mas assinarão entendimentos ou acordos logo a seguir.

 

Aliás, a não aceitação do iluminado modelo por parte dos professores foi o motivo da nossa vexatória perda da independência. Cá para mim, ainda mandam os escolhidos, vulgo professores, para a europa do norte onde o célebre modelo é motivo de chacota.