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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

esquerdas aprisionadas?

14.04.11

 

 

 

Tal como Albertine se deixou aprisionar pelo ciúme doentio de Marcel no penúltimo volume da monumental obra de Proust, também algumas esquerdas estão condicionadas pela provável vitória da direita e nem sabem como lidar com as críticas que devem ser feitas ao chefe do governo de gestão.

 

Pela minha parte é simples: como professor e cidadão desejo a derrota eleitoral seguida duma viagem para o caloroso centro da terra ao ainda chefe do PS; considero que a crise que vivemos tem uma forte componente internacional; reafirmo que existiu um desvario corrupto interno que temos de reprovar e combater e que vai das PPP´s ao financiamento partidário passando pelas benesses ilimitadas "oferecidas" a um vasto conjunto de ingénuos e de distraídos.

 

Dito isto, importa sublinhar que a democracia deve funcionar e sem os detestáveis maniqueísmos. Apontar o dedo às agências de raiting não é defender o governo de gestão e podia ficar aqui horas a debitar exemplos.

 

Há, todavia, um dado seguro: até no aprisionamento da esquerda e num qualquer triunfo da direita mais gananciosa podemos responsabilizar o PS e o seu aclamado chefe. Quem não se lembra da gabarolice socialista com os elogios de Sarkozy, em 2007 salvo erro, a propósito das políticas educativas e das mudanças na segurança social? O chefe francês achou-se à esquerda de J. Sócrates e o pessoal dos comícios rejubilou. Agora aguentem-no até ao fim e também para lá disso. O país é que não merecia tamanho vexame.

leituras diversas

14.04.11

 

 

Escusam de ter pressa, tipo adolescentes retardados a jogarem aos jotas, e dizerem que os finlandeses não gostam dos portugueses, do mesmo modo que já o insinuaram com os alemães ou com os franceses. É bom que coloquem outras hipóteses.

 

Por exemplo, os cidadãos das democracias podem estar a manifestar uma acentuada saturação com os critérios dos ditos mercados e das suas agências. E se os eleitos representam os Estados, têm de corporizar esses sentimentos antes que a explosão caia na rua.

 

Na Islândia é isso que está a acontecer e não é porque o país seja constituído por cidadãos imaculados. Aliás, quem empurrou a pequena ilha para a falência foram islandeses corruptos em primeiro grau.

 

Vamos lá ser claros: como é que se pode assegurar transparência, se quem dirige as agências de rating tem interesses na compra das dividas soberanas? A ideia que começa a prevalecer é que não se pode alinhar eternamente com este estado de coisas.

 

 

Parlamento finlandês pode inviabilizar empréstimo do país a Portugal

 

 

da blogosfera - o resgate desnecessário de portugal

14.04.11

 

 

 

José Luiz Sarmento faz aqui uma tradução que deve ler com atenção. O post é a propósito da seguinte notícia:

 

 

Artigo no “New York Times” alerta sobre riscos para as democracias

Pressão “injusta” dos mercados obrigou Portugal a pedir ajuda de que não precisava