Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

jogo de jotas

11.04.11

 

 

Que me desculpem as pessoas que têm militado de forma bem intencionada nas juventudes partidárias, mas o espectáculo a que estamos a assistir entre os dois grandes partidos políticos é indecoroso. Só se ouvem acusações de mentiras e de sei lá mais o quê quando o país se está afundar em plena bancarrota. Dá ideia que se institucionalizou um jogo de jotas que têm vivido de favores e de troca de cadeiras. Esta gente não se preparou para as funções que exerce. Esse ambiente estratosférico empurrou Portugal para um buraco de saída muito difícil.

 

Deixem-me sorrir e desculpem-me de novo. Estão a noticiar que o país será o único no mundo em recessão em 2012. Temos de fechar para obras. Desculpem-me localizar, mas quando em 2009 vi o que se fez em muitas escolas por causa das eleições, com aumentos salariais, benesses de horas para tudo e mais alguma coisa e destituições abusivas de Conselhos Executivos, vi logo, e escrevi, que só podia acabar em tragédia. Precisamos mesmo de um reset sério.

cor-de-rosa

11.04.11

 

 

Raramente contacto com a chamada imprensa cor-de-rosa. Faço uma aproximação através duma página do suplemento P2 do Público. No sábado, o Público fazia referência a uma atitude interessante do actual primeiro-ministro inglês. Sabemos como os britânicos estão à beira da explosão e como os políticos profissionais têm sido apanhados em flagrante ganância e despautério. Dei algum desconto e registei o acontecimento.

 

O senhor viajou para Málaga numa low-cost, alojou-se num hotel de 3 estrelas e, para que fosse mesmo notícia, pagou tudo do seu bolso. Acrescentou o jornalista: nas ilhas britânicas era impossível um governante estar a minutos de anunciar a falência do país e preocupar-se com a melhor posição para ler o tele-ponto. Fiquei apenas com uma certeza: continuamos mesmo na cauda da europa e quanto aos costumes temos de nos envergonhar.

sem surpresa

11.04.11

 

 

 

Francamente: não me surpreenderam as apresentações de Ferro Rodrigues como primeiro da lista do PS para Lisboa e de Fernando Nobre no mesmo lugar no PSD. Aliás, por este caminho será possível que disputem os votos na capital com Carlos Carvalhas pelo CDS, com Santana Lopes pelo PCP, com Ricardo Salgado pelo BE ou com José Policarpo pelo PCTP/MRPP. A situação é de bancarrota e todos os esforços no sentido da união são insuficientes. 

 

Defendo que a questão dos independentes é conjuntural e acontece por ausência de identidade na relação com os partidos políticos ou por dificuldade em se obedecer à disciplina partidária. Não é um crime passar-se de uma condição para outra. A militância e a dependência são coisas diferentes. Há militantes independentes e não militantes dependentes e por aí fora.

 

Às tantas, o que está mais em causa é o facto das candidaturas ao parlamento estarem reservadas aos partidos políticos. A forma como se fazem listas também não ajuda nada, desde logo por nem sempre se garantir a identificação dos candidatos com os distritos por onde concorrem. E depois, já se sabe: a democracia é imperfeita por definição e as pessoas e os seus exemplos fazem toda a diferença.